Relação entre Wagner e grupo dos Guimarães tensiona cenário na Câmara e atinge possível reeleição de Max Baroli
18 março 2026 às 12h52

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O desgaste entre o prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues (UB), e o grupo do deputado federal Alexandre Guimarães (MDB), que conta com o irmão do parlamentar, Israel Guimarães, como vice-prefeito da cidade, começa a refletir diretamente na disputa pela presidência da Câmara de Araguaína e atinge o cenário de uma eventual recondução do presidente Max Baroli (MDB) ao comando da Casa.
Vereadores ouvidos sob reserva afirmam que a eleição da Mesa Diretora passou a refletir o distanciamento político entre o prefeito Wagner e o deputado federal. A avaliação é que o atual presidente da Câmara mantém maior proximidade com o parlamentar, o que pode colocar o executivo diante de um comando legislativo menos alinhado. A relação entre os dois sofreu desgaste diante da movimentação de Alexandre para viabilizar uma candidatura ao Senado, enquanto Wagner já se posiciona com apoio a Eduardo Gomes (PL) e Irajá Abreu (PSD). Antes disso, havia a expectativa de que o prefeito apoiasse a reeleição de Alexandre à Câmara Federal, como o projeto mudou, o gestor não teria mais o compromisso.
Nesse contexto, Wagner passou a atuar para viabilizar um nome mais alinhado à frente da Câmara. Até o momento, Baroli não aparece como essa opção. Diante da indefinição, ganhou força nos bastidores a possibilidade de adiar a eleição da Mesa para depois de outubro, quando ocorrem as eleições gerais. Parlamentares ouvidos, no entanto, ressaltam que qualquer mudança no calendário depende de articulação política e aprovação em plenário, com necessidade de maioria para sustentar a alteração.
Nos bastidores, também circula a avaliação de que o prefeito deve aprofundar o afastamento do grupo dos Guimarães, com possível retirada de espaços ocupados por aliados. Há relatos de que Wagner reuniu sua base na câmara para tratar do cenário e alinhar posicionamentos.
A disputa pela presidência da Casa, segundo vereadores, não se limita ao calendário atual e passa pelo cálculo político de 2028. Nesse contexto, a posição de Baroli, hoje associado ao grupo de Alexandre, tende a pesar em uma eventual tentativa de reeleição para o comando do legislativo.
Não há definição formal sobre mudança de data para a eleição da Mesa. A possibilidade é tratada como especulação nos bastidores e depende de eventual deliberação dos vereadores.
