Artigo de Opinião
A violência que destrói a escola brasileira tem pelo menos três rostos, e nenhum deles aparece no discurso dos politicos na inauguração da quadra reformada. E no meio de tudo isso está um ser humano.
O homem do campo pode reduzir a carga tributária e aproveitar incentivos fiscais
Texto reflete sobre o desafio cotidiano dos professores diante do desinteresse dos alunos e aponta fatores sociais, familiares e culturais que impactam o aprendizado no Brasil
Reflexão propõe transformar o amor em atitudes concretas no cotidiano dos brasileiros
Você lê três posts no Instagram e já se considera apto a debater epistemologia, vacinas, economia e o colapso do Ocidente — tudo antes do café da manhã
A pergunta que este artigo faz no título — o professor virou palhaço? — não é uma acusação. É um alarme. Porque palhaços são profissionais talentosíssimos que fazem algo extraordinariamente difícil: fazem pessoas rirem. Mas ninguém vai ao circo para aprender física, Geografia, Português....
Você concorda? Discorda? Fica com raiva? Ótimo. Escreva nos comentários e compartilhe — porque esse debate só avança se deixarmos de ter medo dele.
A sala de aula virou campo de batalha — e ninguém equipou quem está na linha de frente
E aqui chegamos ao Brasil, caro leitor. A maior nação católica do planeta por séculos — um país que exportava Papas, Nossa Senhoras e procissões de quarenta graus. Hoje, os evangélicos serão maioria da população antes de 2030.
Por Danilo Curado1
Endossando as palavras do jornalista Fabrício Vera, no artigo “Extinção do Iphan pode enfraquecer preservação de patrimônio e até aumentar custos”, a proposta de extinguir o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) parte de um diagnóstico equivocado: estruturas técnicas não geram burocracia inútil, mas garantem decisões qualificadas e juridicamente seguras.
Criado em 1937, o Iphan é um dos órgãos mais longevos da República, com quase 90 anos de atuação ininterrupta. Essa trajetória não é apenas histórica, traduz acúmulo técnico, qualificação institucional e capacidade de lidar com temas complexos de forma consistente ao longo do tempo.
Há, ainda, um problema jurídico básico. A extinção de órgãos federais é matéria de iniciativa privativa do Executivo, nos termos do art. 61, §1º, II, “e”, da Constituição Federal, razão pela qual propostas parlamentares com esse conteúdo tendem a ser vistas como inconstitucionais por vício de iniciativa.
A extinção do Iphan certamente comprometeria a proteção do patrimônio cultural no Tocantins. Os impactos seriam diretos em bens tombados como os centros históricos de Natividade e Porto Nacional, na gestão de mais de 1.300 sítios arqueológicos cadastrados e na salvaguarda de bens imateriais, como a ourivesaria tradicional de Natividade, reconhecida em novembro de 2025 como Patrimônio Cultural do Brasil.
Extinguir o Iphan não elimina suas funções. Apenas cria desorganização e insegurança jurídica, inclusive no licenciamento ambiental e entre outros ramos de atuação do Iphan.
Discutir eficiência administrativa é legítimo. É preciso reconhecer que o Iphan, como qualquer órgão público, enfrenta desafios de estrutura e resposta. Mas desmontar uma estrutura técnica consolidada não simplifica o Estado, ao contrário, fragiliza o patrimônio.
