Artigo de Opinião

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Artigo de Opinião
Quem poderá nos salvar, o professor? Diante de tantas violências, dor e sofrimento, isso é educação?

A violência que destrói a escola brasileira tem pelo menos três rostos, e nenhum deles aparece no discurso dos politicos na inauguração da quadra reformada. E no meio de tudo isso está um ser humano.

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Artigo de Opinião
Sociedade rural e benefícios fiscais: erros que fazem o produtor perder dinheiro

O homem do campo pode reduzir a carga tributária e aproveitar incentivos fiscais

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Artigo de opinião
Milagre pedagógico: o professor que tenta ensinar quem não quer aprender (e ainda precisa sorrir)

Texto reflete sobre o desafio cotidiano dos professores diante do desinteresse dos alunos e aponta fatores sociais, familiares e culturais que impactam o aprendizado no Brasil

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Se eu pudesse pedir algo a Jesus para o Brasil: que reaprendêssemos a amar na prática

Reflexão propõe transformar o amor em atitudes concretas no cotidiano dos brasileiros

Artigo de opinião
Trocamos o professor pelo algoritmo e viramos uma sociedade de ilusões

Você lê três posts no Instagram e já se considera apto a debater epistemologia, vacinas, economia e o colapso do Ocidente — tudo antes do café da manhã

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Artigo de Opinião
A morte da educação como transformação? Ou renascimento da educação por meio de espetáculos e gamificação: O professor virou palhaço?

A pergunta que este artigo faz no título — o professor virou palhaço? — não é uma acusação. É um alarme. Porque palhaços são profissionais talentosíssimos que fazem algo extraordinariamente difícil: fazem pessoas rirem. Mas ninguém vai ao circo para aprender física, Geografia, Português....

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Quem está mais em crise — a Escola ou a Família no processo de formação dos jovens?

Você concorda? Discorda? Fica com raiva? Ótimo. Escreva nos comentários e compartilhe — porque esse debate só avança se deixarmos de ter medo dele.

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Artigo de Opinião
O seminarista que está fazendo o Texas rezar diferente — e o que o Brasil tem a aprender antes que a bênção vire…

E aqui chegamos ao Brasil, caro leitor. A maior nação católica do planeta por séculos — um país que exportava Papas, Nossa Senhoras e procissões de quarenta graus. Hoje, os evangélicos serão maioria da população antes de 2030.

Extinguir o Iphan não reduz o Estado, fragiliza o patrimônio

Por Danilo Curado1

Endossando as palavras do jornalista Fabrício Vera, no artigo “Extinção do Iphan pode enfraquecer preservação de patrimônio e até aumentar custos”, a proposta de extinguir o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) parte de um diagnóstico equivocado: estruturas técnicas não geram burocracia inútil, mas garantem decisões qualificadas e juridicamente seguras.

Criado em 1937, o Iphan é um dos órgãos mais longevos da República, com quase 90 anos de atuação ininterrupta. Essa trajetória não é apenas histórica, traduz acúmulo técnico, qualificação institucional e capacidade de lidar com temas complexos de forma consistente ao longo do tempo.

Há, ainda, um problema jurídico básico. A extinção de órgãos federais é matéria de iniciativa privativa do Executivo, nos termos do art. 61, §1º, II, “e”, da Constituição Federal, razão pela qual propostas parlamentares com esse conteúdo tendem a ser vistas como inconstitucionais por vício de iniciativa.

A extinção do Iphan certamente comprometeria a proteção do patrimônio cultural no Tocantins. Os impactos seriam diretos em bens tombados como os centros históricos de Natividade e Porto Nacional, na gestão de mais de 1.300 sítios arqueológicos cadastrados e na salvaguarda de bens imateriais, como a ourivesaria tradicional de Natividade, reconhecida em novembro de 2025 como Patrimônio Cultural do Brasil.

Extinguir o Iphan não elimina suas funções. Apenas cria desorganização e insegurança jurídica, inclusive no licenciamento ambiental e entre outros ramos de atuação do Iphan.

Discutir eficiência administrativa é legítimo. É preciso reconhecer que o Iphan, como qualquer órgão público, enfrenta desafios de estrutura e resposta. Mas desmontar uma estrutura técnica consolidada não simplifica o Estado, ao contrário, fragiliza o patrimônio.