Saída de Débora Guedes do Podemos enfrenta entrave legal e depende de aval do partido comandado por Eduardo Siqueira Campos
19 março 2026 às 19h06

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A possibilidade de saída da vereadora de Palmas, Débora Guedes, do Podemos, citada em articulações políticas recentes, enfrenta restrições previstas na legislação eleitoral e nas regras partidárias.
De acordo com interlocutores ligados à direção nacional do partido, não há janela partidária aberta para vereadores eleitos em 2024. Nesses casos, a desfiliação sem autorização da legenda pode resultar na perda do mandato.
Nos bastidores, também foi ventilada a hipótese de um acordo político que envolveria a liberação da vereadora em troca da saída de um parlamentar de outra sigla. A possibilidade, no entanto, é descartada por integrantes da direção do Podemos ouvidas pelo Jornal Opção Tocantins.
Segundo esses interlocutores, Débora foi eleita com estrutura partidária, incluindo recursos, tempo de televisão e votos de legenda, sem atingir o quociente eleitoral individualmente. Nesse contexto, a avaliação interna é de que não há previsão de liberação, embora o partido não interfira na atuação política da parlamentar, inclusive em posição de oposição.
Uma eventual candidatura em 2026 também dependeria da permanência na sigla ou de autorização formal para desfiliação, além de indicação em convenção partidária.
O nome da vereadora tem sido citado em articulações tanto para disputa proporcional quanto em composições majoritárias, em meio ao distanciamento político do grupo do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, que também preside o Podemos no estado.
