A montagem da chapa ao Senado do deputado federal Carlos Gaguim (UB) já mobiliza articulações de bastidor e inclui tratativas com o grupo do pastor Amarildo Martins. Segundo apuração da reportagem, há conversas para que o primeiro suplente da candidatura seja indicado pelo líder religioso, movimento que amplia o peso do segmento evangélico na composição e sinaliza uma estratégia de consolidação de apoios antes das convenções.

Nesse cenário, um dos nomes que surge como possível indicação é o do vice-prefeito de Palmas, Carlos Velozo, que já se coloca como pré-candidato ao Senado e integra o mesmo grupo político-religioso. Sobrinho de Amarildo e aliado próximo da ala da Assembleia de Deus Madureira, Velozo poderia compor a chapa como forma de unificar interesses e fortalecer a presença desse campo na disputa majoritária.

A movimentação ocorre em paralelo ao avanço do deputado federal Eli Borges (Republicanos), ligado a outra ala da Assembleia de Deus e também pré-candidato ao Senado. Filiado ao partido do governador Wanderlei Barbosa, Eli representa hoje um polo competitivo dentro do eleitorado evangélico, o que pressiona outras pré-candidaturas a se movimentarem para não perder espaço.

Além de Velozo, o grupo de Amarildo também tem influência direta por meio do deputado federal Filipe Martins, o que reforça o peso político da articulação. Nos bastidores, a leitura é de que a composição da suplência pode ser decisiva para atrair apoios e equilibrar forças dentro desse segmento. A definição oficial das chapas, no entanto, deve ocorrer apenas no início de agosto, durante as convenções partidárias.