Documentário tocantinense sobre estudantes indígenas na universidade concorre ao Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro 2026
10 abril 2026 às 15h35

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Um documentário tocantinense foi indicado para o primeiro turno do Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro 2026, um prestígio do audiovisual de nível nacional. “Da aldeia à universidade” é obra da direção de Leandro de Alcântara e Túlio de Melo, com assistência de direção do indígena Romário Srowasde Xerente, e foi viabilizado pela Lei Paulo Gustavo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).
A indicação foi realizada pela Academia Brasileira de Cinema e representa a estreia de uma produção tocantinense que concorre à premiação. O documentário foi produzido e distribuído pela GBM Filmes e aborda a trajetória de estudantes indígenas que deixam suas aldeias em busca do ensino superior, evidenciando desafios, resistências e a preservação de suas identidades culturais.
Desde seu lançamento, em 2025, a obra participou de festivais de circuito nacional e internacional, acumulando 37 seleções oficiais e 14 prêmios. Entre os principais reconhecimentos, está a participação e premiação no Festival de Cinema de Gramado, um dos mais tradicionais do país.
Para o diretor Túlio de Melo, a indicação ao Prêmio Grande Otelo representa um avanço coletivo para o audiovisual tocantinense. “Estar indicado pela Academia Brasileira de Cinema à maior premiação do país é algo que ainda estamos assimilando. Mais do que um reconhecimento ao filme, é uma vitória da cinematografia tocantinense, que chega a um patamar histórico. Esse resultado é fruto de um trabalho coletivo, que envolve realizadores, comunidades e o apoio fundamental da política pública de cultura no Estado”, frisou.
O secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, comentou sobre a importância do investimento público no fortalecimento da produção audiovisual local. “A indicação do documentário ‘Da aldeia à universidade’ ao Prêmio Grande Otelo evidencia o potencial criativo dos nossos realizadores e reafirma a importância de políticas públicas como a Lei Paulo Gustavo. É um orgulho para o Tocantins ver suas histórias e seus povos ganhando projeção nacional, especialmente por meio de narrativas que valorizam a diversidade cultural e os povos originários”, disse.
