O Tocantins ultrapassou a marca de 10 mil casos prováveis de dengue em 2026, conforme dados do Ministério da Saúde, indicando crescimento em relação aos anos anteriores. Até o momento, são 10.033 registros, além de cinco óbitos confirmados e três em investigação.

No comparativo anual, os números atuais representam um aumento de aproximadamente 203% em relação a 2025, quando o estado contabilizou 3.308 casos prováveis. Naquele ano, foram confirmados dois óbitos por dengue e um estava em investigação. Já em relação a 2024, quando foram registrados 4.259 casos, o aumento em 2026 chega a cerca de 135%. Em 2024, o estado teve sete mortes confirmadas, sem investigações em aberto.

Os indicadores também mostram variação nas taxas de letalidade. Em 2026, a letalidade em casos prováveis está em 0,05, o que representa uma redução de cerca de 16,7% em comparação com 2025 (0,06). Já a letalidade em casos graves caiu aproximadamente 33,8%, passando de 4,08 em 2025 para 2,70 em 2026. Em relação a 2024, a queda é ainda mais significativa: cerca de 68,7% nos casos prováveis (de 0,16 para 0,05) e 69,9% nos casos graves (de 8,97 para 2,70).

Os indicadores também mostram variação nas taxas de letalidade. Em 2026, a letalidade em casos prováveis está em 0,05, o que representa uma redução de cerca de 16,7% em comparação com 2025 (0,06). Já a letalidade em casos graves caiu aproximadamente 33,8%, passando de 4,08 em 2025 para 2,70 em 2026. Em relação a 2024, a queda é ainda mais significativa: cerca de 68,7% nos casos prováveis (de 0,16 para 0,05) e 69,9% nos casos graves (de 8,97 para 2,70).

Dados 2026 | Foto: Reprodução MS

Em âmbito nacional, o Brasil já contabiliza, em 2026, 207.206 casos prováveis de dengue, segundo dados do Ministério da Saúde. No período, foram confirmados 72 óbitos pela doença, enquanto outros 165 seguem em investigação. A letalidade em casos prováveis está em 0,03, e, entre os casos graves, o índice chega a 2,32.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO), o enfrentamento às arboviroses no estado envolve ações permanentes, incluindo suporte técnico às equipes municipais de saúde. A pasta também realiza alertas sobre o aumento de casos de dengue durante reuniões da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), com o objetivo de fortalecer as medidas de combate ao mosquito e ampliar o monitoramento do Aedes aegypti por meio de armadilhas do tipo ovitrampas.

A secretaria informou ainda que faz o mapeamento de áreas consideradas críticas para direcionar, de forma mais ágil, as ações de controle vetorial. Segundo o órgão, os alertas são baseados na análise do cenário epidemiológico e na circulação simultânea de diferentes vírus. Entre as medidas adotadas, estão a distribuição de insumos, como larvicidas e adulticidas, além de equipamentos para o controle químico e materiais voltados ao fortalecimento da vigilância entomológica nos municípios. A SES-TO também destacou a realização de exames laboratoriais para diagnóstico de dengue, chikungunya e zika pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (Lacen).

Em entrevista ao Jornal Opção Tocantins, a gerente de vigilância das arboviroses da Secretaria de Estado da Saúde, Cristiane Bueno, explicou o quadro clínico mais comum da dengue e alertou para os principais sinais da doença. “O paciente com dengue geralmente apresenta febre alta, acima de 38 graus, por um período de dois a sete dias, podendo estar associada a dois ou mais sintomas, como náusea, vômito, manchas avermelhadas na pele, mal-estar geral, dor no corpo, incluindo dores musculares e nas articulações, além de dor de cabeça e dor atrás dos olhos”, destacou.

Ainda segundo a gestora, a prevenção está diretamente ligada ao combate ao mosquito Aedes aegypti, com foco na eliminação de criadouros.

“A dengue é transmitida principalmente pelo mosquito, e para reduzir a transmissão é fundamental agir na fase mais vulnerável do ciclo, que é a larva. Por isso, é importante eliminar locais com água parada, como vasos de plantas, ralos, calhas e recipientes de animais, manter esses espaços limpos e a água trocada com frequência, além de adotar medidas como uso de telas e repelentes para evitar o contato com o vetor”, explicou.

Dengue

A dengue é descrita como uma doença febril aguda, sistêmica e dinâmica, que pode evoluir para formas graves. A maioria dos pacientes se recupera, mas há risco de agravamento, especialmente quando não há atendimento oportuno.

De acordo com o Ministério da Saúde, pessoas com febre alta (entre 39°C e 40°C) de início repentino, acompanhada de sintomas como dor de cabeça, dores musculares ou atrás dos olhos, devem procurar atendimento de saúde. Após o período inicial, é necessário atenção aos sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos frequentes, tontura, dificuldade de respirar e sangramentos.

A transmissão ocorre principalmente pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. Casos de transmissão por transfusão de sangue ou de mãe para filho são considerados raros.

Ainda segundo o MS, o diagnóstico da dengue é, em geral, clínico, com base nos sintomas apresentados, podendo ser complementado por exames laboratoriais para identificação do vírus ou de anticorpos.

Como medida de prevenção, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer vacina contra a dengue a partir de dezembro de 2023. A estratégia amplia as ações de enfrentamento à doença, que também incluem o controle do mosquito transmissor.

Segundo o Ministério da Saúde, todas as faixas etárias podem ser afetadas, mas há maior risco de complicações entre gestantes, crianças pequenas, idosos e pessoas com condições de saúde preexistentes.