Com menos espaço no Republicanos, saída de Amélio Cayres ganha força e MDB surge como possível destino
25 março 2026 às 19h07

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O avanço da pré-candidatura da senadora Dorinha Seabra dentro do grupo do governador Wanderlei Barbosa tem reduzido o espaço político do presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, Amélio Cayres, dentro do Republicanos, cenário que fortalece, nos bastidores, a possibilidade de sua saída da sigla, principalmenta com a aproximação do fim da janela partidária.
Sem ambiente para viabilizar uma candidatura própria ao Palácio Araguaia, políticos avaliam que a permanência de Cayres no partido do governador se torna cada vez mais improvável. A leitura é de que o Republicanos deve seguir alinhado ao projeto majoritário já em consolidação, esvaziando alternativas internas.
Nesse contexto, o MDB aparece como o partido com melhores condições de abrigar o deputado neste momento. A legenda, que tenta se reposicionar no cenário político tocantinense, é presidida no estado pelo deputado federal Alexandre Guimarães. No estado, o partido tem conversas encaminhadas para uma composição com o PSDB de Vicentinho Júnior.
Conversas de bastidores indicam que o nome de Amélio já circula entre lideranças emedebistas como uma possibilidade, embora não haja definição formal sobre filiação ou eventual composição para 2026. As especulações ganharam força nesta quarta-feira, 25, um dia depois de declarações do governador que o partido comando por ele não teria nome ao governo, mas se Amélio tivesse interesse em disputar o senado, o partido lhe apoiaria. Essa apoio, no entanto, seria de forma avulsa, já que a majoritária de Dorinha tem outros nomes definidos (Gomes e Gaguin) para as vagas ao senado e que não devem abrir mão, pelo menos, nesse momento das pré-candidaturas.
