Com salário de R$ 9,6 mil, diretora pede afastamento após declaração polêmica sobre autismo em Gurupi
04 março 2026 às 15h38

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Com salário de R$ 9.612,80 e jornada de 40 horas semanais, a diretora da Escola Municipal Odair Lúcio, em Gurupi, Carla Martins de Barros, solicitou afastamento voluntário do cargo após a repercussão de um vídeo em que comenta sobre crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Educação, que instaurou procedimento de sindicância para apurar o caso.
De acordo com dados do Portal da Transparência, a diretora é servidora efetiva do município desde 2018.
Em vídeo publicado em suas redes sociais nesta terça-feira, 3, a então gestora classificou o transtorno como “da moda” e afirmou que todas as crianças devem receber o mesmo tipo de tratamento. Durante a gravação, disse que recebe questionamentos sobre não compreender a agressividade de crianças com transtorno. “Não é que eu não entenda, mas limite todo ser humano precisa ter. Eu não saio da minha casa para apanhar e não permito que ninguém que esteja ao meu lado passe por essa situação”, afirmou.
Na sequência, ao tratar da condução da escola, disse que os responsáveis devem impor limites. “Você que cuida do seu ‘alecrim dourado’, que dê limite a ele. Você que cuide, assim como todos nós cuidamos das crianças típicas. Típica ou não, não interessa. O ser humano nasceu para ser treinado e ele tem condições perfeitas”, destacou.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que, desde que o caso ganhou repercussão, a prefeita Josi Nunes determinou o acompanhamento da situação com a adoção das medidas legais cabíveis. A Procuradoria-Geral do Município foi acionada para instaurar procedimento de sindicância com o objetivo de apurar os fatos.
Ainda segundo a pasta, a diretora solicitou afastamento voluntário de suas funções para que a apuração ocorra com isenção. Ela também se colocou à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
