Custo da cesta básica em Palmas recua 4,17% em 2025 e registra menor valor do ano em dezembro, aponta pesquisa
08 janeiro 2026 às 16h25

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Em Palmas, a cesta básica encerrou o ano passado com deflação acumulada de 4,17%. Os dados são do Núcleo Aplicado de Estudos e Pesquisas Econômico-Sociais (Naepe), que monitora mensalmente o custo dos alimentos na capital desde 2022. Os preços da cesta básica na capital tocantinense ao longo de 2025 evidenciam uma mudança significativa no custo da alimentação. Após o primeiro trimestre marcado por elevação dos preços, o segundo semestre foi de recuo consistente, levando o índice a fechar o ano com deflação de quase 4,20%.
Para o diretor-geral do Naepe, economista e professor do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), Autenir de Rezende, o resultado anual é o principal destaque do levantamento. “A queda acumulada da cesta básica em 2025 mostra que houve uma recomposição gradual do poder de compra do trabalhador, especialmente a partir do segundo semestre, em sintonia com o movimento nacional de desaceleração dos preços dos alimentos”, disse.
No recorte mensal, dezembro registrou o menor valor da cesta básica em todo o ano, chegando a R$660,89, com deflação de 0,21% em relação a novembro. Com esse custo, o trabalhador precisou de 95 horas e 48 minutos de jornada para adquirir os alimentos básicos, a segunda menor carga horária da série histórica iniciada em 2022. Assim, o salário mínimo necessário estimado para o mês foi de R$5.552,14. Segundo Autenir de Rezende, o desempenho de dezembro chama atenção por ocorrer em um período tradicionalmente inflacionário. “Mesmo sendo um mês de maior consumo, a maioria dos produtos apresentou queda de preços, o que reforça a tendência de desaceleração observada ao longo do segundo semestre”, disse.
Na análise dos itens da cesta ao longo do ano passado, destacam-se reduções expressivas nos preços de produtos como arroz (-38,3%), tomate (-30,4%), açúcar (-20%), leite integral (-17,8%) e feijão (-14%). Enquanto isso, o café acumulou alta de 38,1%, a margarina de 13,9%, o pão francês de 5,9% e o óleo de soja 5,4%, fecharam o ano com elevação. A carne, item de maior peso da cesta, teve reajuste de 5,5% no período, ampliando sua participação no custo total da alimentação.
Os resultados completos desta e de outras pesquisas desenvolvidas pelo Naepe podem ser acessados no site ou nas redes sociais do Núcleo. A pesquisa conta com o apoio do Ministério Público (MPTO), da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (FAPTO) e do Conselho Regional de Economia (Corecon-TO).
