Eduardo Siqueira defende nominata qualificada, descarta familiares e projeta até cinco eleitos pelo Podemos em 2026
26 março 2026 às 07h34

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O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, afirmou que o Podemos trabalha para consolidar uma nominata com até 25 pré-candidatos às eleições de 2026 no Tocantins, com ênfase na competitividade eleitoral dos nomes que devem compor o grupo.
A declaração foi feita durante encontro político realizado na Cabana do Lago, na noite desta quarta-feira, 25, na capital, em meio à intensificação das articulações partidárias para o próximo pleito. Segundo o prefeito, o critério central da estratégia não está no volume de candidaturas, mas na capacidade de cada nome disputar em condições reais: “Não é quantidade, é busca de qualidade. É oferecer palavra, confiabilidade, firmeza no trato, uma condição isenta”, afirmou.
No mesmo contexto, o gestor fez questão de afastar qualquer possibilidade de participação de familiares na disputa, ao reforçar um posicionamento político de distanciamento de práticas associadas ao favorecimento pessoal: “Eu não terei nenhum candidato da minha família participando deste pleito. O povo já nos escolheu”, declarou.
Ao abordar o desempenho esperado da legenda nas eleições proporcionais, Eduardo Siqueira Campos adotou um tom cauteloso, mas indicou uma meta ambiciosa para o partido no estado. Ele reconheceu a presença de outras forças políticas consolidadas, algumas com bancadas já estruturadas, mas avaliou que o Podemos tem potencial para ampliar sua representação.
“Eu não vejo possibilidade de o Podemos não fazer três. Vejo possibilidade de fazer cinco. Vou trabalhar para isso”, disse.
A estratégia, segundo ele, passa pela formação de uma chapa com candidatos competitivos, incluindo nomes sem mandato, mas com base eleitoral consolidada ou reconhecimento público.
Durante a fala, o prefeito reforçou que o partido não pretende atuar com candidaturas simbólicas ou de preenchimento de nominata, prática comum em disputas proporcionais: “Eu não convido ninguém para ser suplente. Eu convido gente para disputar mandato”, afirmou.
Ele também destacou que a seleção dos nomes leva em consideração a capacidade de mobilização política e eleitoral, descartando a inclusão de candidatos sem densidade de votos.
