Tocantins é mencionado em documentos liberados no caso Jeffrey Epstein
26 fevereiro 2026 às 15h49

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O Tocantins foi mencionado várias vezes em documentos liberados no Caso Jeffrey Epstein, um ex-financista estadunidense envolvido em uma polêmica mundial de abuso sexual. No entanto, o contexto não tem ligação direta com a rede do norteamericano. As cinco menções ao Estado ocorrem de forma exclusiva dentro de um boletim global de segurança e saúde focado em alertas de viagem internacionais.
O arquivo, estruturado como um “Daily Digest”, é um relatório automatizado e rotineiro gerado pela MedAire em conjunto com a Control Risks, empresas especializadas em avaliação de risco corporativo. O documento era uma ferramenta padrão utilizada para monitorar incidentes em dezenas de países simultaneamente, encaminhado em 17 de março de 2017 por Dave Johnson, membro da logística operacional. O texto aborda desde tempestades de neve no Canadá à greves na Argentina.
A inclusão do Tocantins na listagem aconteceu devido a um alerta epidemiológico preventivo sobre o Brasil. Na ocasião, o boletim destacava a expansão de um surto de febre amarela, listando o Estado entre as regiões de risco de transmissão e alertando que casos suspeitos locais estavam sob investigação. A recomendação técnica e médica do relatório exigia que qualquer passageiro com destino às áreas listadas fosse vacinado com pelo menos dez dias de antecedência.
O consumo desse tipo de inteligência de dados era uma prática diária absolutamente normal para equipes que gerenciavam voos privados e itinerários globais. Não há no arquivo nenhum indício, planejamento, menção a negócios ou tratativa que aponte para qualquer possibilidade de viagem de Epstein ou de seus associados ao Estado. A citação ao Tocantins é estritamente um reflexo técnico do monitoramento sanitário global.

*Com informações do CCT
