Falsa história de sequestro leva à prisão de suspeito de tentativa de latrocínio no Tocantins
19 janeiro 2026 às 07h52

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Um homem de 21 anos foi preso em flagrante na tarde deste sábado (17), em Porto Nacional, suspeito de tentar matar um motorista de aplicativo durante um assalto. A prisão foi realizada por equipes do 5º Batalhão da Polícia Militar do Tocantins (PMTO), que também recuperaram o veículo da vítima e o telefone celular levado durante o crime.
A tentativa de latrocínio ocorreu na madrugada do mesmo dia, por volta das 2h26. Segundo a Polícia Militar, o suspeito solicitou uma corrida por aplicativo e, durante o trajeto, atacou o motorista, de 25 anos, com golpes de faca. Gravemente ferida, a vítima foi abandonada pelo agressor, que fugiu levando o carro e o celular.
Mesmo ferido, o motorista conseguiu receber atendimento médico e repassou informações que ajudaram a identificar o autor. Horas depois, por volta das 5h20, a PMTO foi acionada após a localização de um veículo Toyota Corolla envolvido em um acidente na BR-010, nas proximidades de Santa Rosa. O carro era o mesmo utilizado pelo suspeito na fuga.
No local, policiais foram informados de que um homem havia se apresentado como vítima de sequestro. Após análise das informações e cruzamento de dados, os militares passaram a suspeitar que o relato era falso e que o homem, na verdade, poderia ser o autor da tentativa de latrocínio.
Com base nas informações levantadas, as equipes se deslocaram até a residência do suspeito, em Porto Nacional. As características físicas do homem coincidiam com a descrição fornecida pela vítima, que realizou o reconhecimento formal do agressor por meio de fotografias, mesmo permanecendo internada.
Durante buscas no imóvel, foram encontrados o celular roubado e roupas com vestígios de sangue. O suspeito também apresentava lesões no braço, compatíveis com o acidente registrado na rodovia.
O homem foi autuado em flagrante por tentativa de latrocínio. De acordo com a polícia, ele possui antecedentes criminais no estado de Goiás por estelionato e ameaça e permanece à disposição do Poder Judiciário.
