O médico e empresário Ogari de Castro Pacheco, de 87 anos, fundador do laboratório Cristália, também tem ligação direta com a política tocantinense. Ele é segundo suplente do senador Eduardo Gomes (PL-TO) no Senado Federal.

O nome de Ogari voltou ao debate público após a divulgação da polilaminina, substância experimental que vem sendo estudada pela pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parcecia com o laboratório como possível tratamento para lesões na medula espinhal.

O composto ainda está em fase de testes e não possui aprovação para uso amplo, mas tem sido apresentado como uma alternativa terapêutica em pesquisas conduzidas com participação do laboratório.

Trajetória na medicina e na indústria

Nascido em São Paulo, em 1938, Ogari Pacheco é médico formado com pós-graduação pela Universidade de São Paulo (USP). Ele iniciou a carreira na área hospitalar e, posteriormente, fundou o laboratório Cristália, empresa farmacêutica brasileira que se tornou uma das maiores do país no desenvolvimento e produção de medicamentos, especialmente para uso hospitalar e anestésicos.

A empresa atua nacionalmente e fornece medicamentos utilizados em hospitais públicos e privados, incluindo unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ligação política com o Tocantins

Apesar de ter construído a carreira empresarial em São Paulo, Ogari também passou a integrar a política tocantinense ao compor a chapa ao Senado como segundo suplente de Eduardo Gomes, eleito em 2018.

No sistema eleitoral brasileiro, os suplentes assumem o mandato no Senado em caso de afastamento temporário ou definitivo do titular.

Debate sobre a polilaminina

A substância associada ao laboratório ganhou visibilidade recente após relatos de aplicações experimentais em pacientes com lesões na medula. Especialistas, no entanto, destacam que tratamentos desse tipo precisam passar por etapas rigorosas de testes clínicos e aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de serem liberados para uso amplo.

Enquanto os estudos seguem em andamento, o tema tem provocado debates na comunidade médica e científica sobre segurança, eficácia e protocolos necessários para novas terapias.