Hospital de Doenças Tropicais intensifica oferta de PrEP e autoteste de HIV durante o carnaval no Tocantins
11 fevereiro 2026 às 11h28

COMPARTILHAR
Com a aproximação do carnaval, período tradicionalmente associado ao aumento de encontros casuais e à maior exposição a situações de risco, autoridades de saúde no Tocantins reforçam o alerta para a prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). No Estado, o Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT) atua como referência no atendimento e na prevenção ao HIV.
De acordo com o infectologista Tobias Garcez, do HDT-UFNT, o autocuidado é fundamental diante do cenário de maior vulnerabilidade durante a festa. “Como o carnaval é um período de maior exposição sexual, o autocuidado deve prevalecer. Usar preservativo, lubrificante, realizar testagem de rotina e identificar possíveis sintomas são medidas fundamentais. Além disso, muitos locais já oferecem a PrEP e outras orientações importantes”, afirma.
O hospital disponibiliza a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), método de prevenção ao HIV que utiliza antirretrovirais antes de eventual contato com o vírus. Segundo o especialista, o planejamento é essencial para quem prevê situações de risco. “Sabendo que pode haver uma exposição ocasional, a pessoa deve se organizar para utilizar os métodos de prevenção de sua preferência. Hoje, existem várias modalidades disponíveis. Caso ocorra alguma intercorrência, também há a PEP, que é a profilaxia pós-exposição”, explica.
O HDT-UFNT atende em horário comercial, das 7h às 18h, e oferece autoteste de HIV, com possibilidade de encaminhamento, na mesma visita, para consulta, prescrição e dispensação da PrEP. Caso não haja profissional disponível no momento, o usuário pode retornar em até sete dias, prazo de validade do autoteste para essa finalidade.
Embora não funcione como porta aberta para o atendimento geral de todas as ISTs, a unidade é referência na principal estratégia de prevenção ao HIV no Estado. “Ao atuar na prevenção do HIV, também orientamos e prevenimos, de forma paralela, outras infecções sexualmente transmissíveis”, destaca Garcez.
Entre as ISTs mais frequentes, a sífilis continua em evidência. Segundo o infectologista, houve aumento de casos nos últimos anos, inclusive de sífilis congênita. Também são comuns registros de gonorreia e clamídia. “A clamídia pode ser confundida com a gonorreia, o que pode levar a tratamento inadequado. De forma geral, HIV, sífilis, gonorreia e clamídia permanecem entre as principais infecções registradas”, pontua.
O médico reforça ainda que muitas ISTs podem ser assintomáticas, o que aumenta o risco de transmissão. “As pessoas podem estar infectadas sem apresentar sinais visíveis. Ninguém tem ‘cara de doença’. Por isso, qualquer pessoa pode ser portadora de uma IST, o que torna a prevenção ainda mais necessária”, afirma.
Ele orienta que a população se informe previamente sobre os serviços de saúde disponíveis no Tocantins e busque atendimento diante de qualquer suspeita. “Em períodos de maior exposição, é essencial conhecer onde realizar testagem e tratamento. Planeje-se e identifique o método de prevenção que melhor se adequa às suas práticas e escolhas sexuais”, conclui.
Sobre o hospital
O Hospital de Doenças Tropicais integra a Rede Ebserh desde 2015. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares foi criada em 2011 e administra 45 hospitais universitários federais em todo o país. Além de atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), essas unidades apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
