Operação Entre Rios é encerrada com mais um suspeito morto depois de cinco dias de ações integradas no Tocantins
27 fevereiro 2026 às 08h47

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A última ação da Operação Entre Rios foi registrada na sexta-feira, 27, quando mais um homem morreu durante confronto com forças de segurança no sudeste do Tocantins. Com o desfecho, chegou a sete o número de suspeitos mortos ao longo da ofensiva policial contra um grupo investigado por tráfico internacional de drogas.
Segundo a Polícia Militar do Tocantins, o homem foi localizado em uma área de mata entre os municípios de Paranã e São Salvador e seria apontado como o último integrante do grupo investigado. De acordo com a corporação, ao perceber a aproximação das equipes, ele efetuou disparos de arma de fogo, o que levou à intervenção policial; atingido, morreu ainda no local. Com ele, foi apreendida uma pistola calibre 9 milímetros, e a área permaneceu isolada até a conclusão dos procedimentos periciais.
A operação teve início no domingo, 22, após forças de segurança flagrarem uma aeronave em pista de pouso clandestina no interior do estado, circunstância que levou à identificação de um grupo de sete suspeitos. Na primeira fase da ação, quatro homens morreram em confronto com as equipes policiais. Na terça-feira (24), outros dois suspeitos que estavam foragidos desde o começo das diligências também morreram após troca de tiros na mesma região; com eles, foram apreendidos dois revólveres calibre .38. Conforme a Polícia Militar, nenhum agente ficou ferido durante as ocorrências.
Na madrugada de quarta-feira, 25, foi cumprido mandado de prisão em aberto contra um homem suspeito de envolvimento com organização criminosa, o qual foi encaminhado à autoridade policial e permanece à disposição da Justiça, enquanto o possível vínculo dele com os demais investigados segue sob apuração.
A Operação
Durante as diligências, os policiais apreenderam aproximadamente 500 kg de pasta-base de cocaína transportados na aeronave localizada na pista clandestina. Também foram encontradas estruturas escavadas no solo utilizadas para ocultação da droga, além de galpões com grande quantidade de galões de combustível, que, segundo a investigação, poderiam funcionar como ponto de apoio logístico para voos clandestinos de longa distância.
A Operação Entre Rios contou com atuação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Militar do Estado de Goiás, além da Polícia Militar do Tocantins, sendo que equipes da corporação goiana permaneceram cerca de dez dias infiltradas em área de mata para monitoramento do grupo antes da abordagem.
De acordo com a linha investigativa, a organização teria ligação com esquema transnacional responsável pelo transporte de drogas da Bolívia para outras regiões do país, utilizando o Tocantins como ponto estratégico para pouso de aeronaves em pistas clandestinas e posterior transferência da carga para caminhões com destino ao Nordeste. A investigação principal permanece sob responsabilidade da Polícia Federal.
