Palmas alcançou um marco histórico na economia tocantinense. Mesmo com a inflação da cesta básica em janeiro deste ano, o trabalhador precisou de menos horas de trabalho do que em qualquer outro momento da série histórica para adquirir os alimentos essenciais na capital. Os dados são do Núcleo Aplicado de Estudos e Pesquisas Econômico-Sociais (Naepe).

A cesta básica de alimentos em Palmas voltou a apresentar inflação após cinco meses consecutivos de queda, puxada principalmente pela disparada no preço do tomate e por altas moderadas no feijão, na carne e na farinha. No entanto, o tempo de trabalho necessário para a aquisição da cesta atingiu o menor nível já registrado na capital.

De acordo com o economista e professor do IFTO, Autenir de Rezende, diretor-geral do Naepe, o recorde positivo no tempo de trabalho está diretamente ligado à combinação entre preços mais baixos ao longo do último ano e ganho real de renda. “Esse recorde positivo na carga de trabalho necessária para a aquisição da cesta básica se deve ao fato de que, ao longo de 2025, a cesta básica de alimentos registrou deflação em Palmas, ao mesmo tempo, já em janeiro deste ano, o salário mínimo foi reajustado acima da taxa de inflação nacional, isso repõe perdas históricas dos anos recentes”, disse o diretor-geral.

Em dezembro de 2022, o trabalhador palmense precisava cumprir uma jornada de 121 horas e 48 minutos para adquirir uma cesta básica. Enquanto isso, em janeiro de 2026, esse tempo caiu para 93 horas e 54 minutos, o menor patamar da série histórica, mesmo com a inflação mensal de 4, 67%, que elevou o valor da cesta básica de R$660,89 para R$691,76.

Autenir de Rezende ressalta que a maioria dos alimentos manteve trajetória de queda, como o açúcar, leite, banana, margarina, óleo de soja, arroz e café; o que ajuda a explicar por que nunca foi necessário trabalhar em quantidade reduzida, em Palmas, para garantir os itens essenciais de alimentação.

Os resultados completos desta e de outras pesquisas desenvolvidas pelo Naepe podem ser acessados no site oficial ou na rede social do Núcleo (@naepe.pesquisas). A pesquisa do Naepe conta com o apoio do Ministério Público (MPTO), da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto), PET economia Universidade Federal do Tocantins (UFT) e do Conselho Regional de Economia (Corecon-TO).