Registro do Ibama identifica alteração genética rara em ave no Tocantins
03 abril 2026 às 15h19

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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que um registro fotográfico feito em São Félix do Tocantins identificou um caso incomum de alteração genética em um periquito-de-encontro-amarelo (Brotogeris chiriri). A imagem foi produzida pela analista ambiental Bianca Montanaro durante atividade de observação de aves.
Segundo o órgão, o animal foi observado em meio a um bando que se alimentava em uma plantação de milho. O Ibama destacou que registros desse tipo em vida livre são considerados raros e contribuem para o avanço do conhecimento sobre a variabilidade natural das espécies.
De acordo com o instituto, a alteração observada é conhecida como cianismo, condição genética caracterizada pela ausência de pigmentos responsáveis pelas cores amarelas, laranjas e vermelhas, chamados psitacinas, como a coloração verde das aves resulta da combinação entre o amarelo e o azul das penas, a ausência desses pigmentos faz com que o indivíduo apresente plumagem predominantemente azul.
O cianismo afeta apenas a coloração e não há evidências de impactos diretos à saúde do animal. No entanto, o instituto ressalta que, na natureza, a condição pode representar desvantagens, como menor camuflagem, maior exposição a predadores, possíveis dificuldades de reconhecimento entre indivíduos e impactos no sucesso reprodutivo.
Ainda segundo o órgão, trata-se de uma condição genética, semelhante ao albinismo em seres humanos, cuja ocorrência tende a permanecer rara em populações naturais, já que indivíduos com essa característica podem apresentar menor taxa de sobrevivência e reprodução.
