A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) informou, neste sábado, 21, que não houve arquivamento do inquérito que apura o desaparecimento de Laura Vitória Oliveira da Rocha e que a investigação segue em andamento. Segundo o órgão, a apuração está sob responsabilidade da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) e tramita sob sigilo, em razão da complexidade do caso.

A manifestação foi divulgada após a circulação de informações de que o procedimento teria sido encerrado em 2025, o que foi classificado pela SSP como “absolutamente falso”.

O posicionamento ocorre poucos dias depois de o caso voltar à tona, na última quarta-feira, quando o Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedeca) Glória de Ivone denunciou o desaparecimento à Organização das Nações Unidas (ONU). A comunicação internacional aponta supostas falhas na condução das investigações ao longo de uma década, além de dificuldades da família em acessar informações e ausência de apoio do poder público.

No documento, a organização e familiares cobram aprofundamento das investigações e responsabilização do Estado diante da falta de respostas. O Cedeca sustenta que o caso teria sido arquivado em junho de 2025 sob a justificativa de ausência de novos elementos — versão contestada pela Secretaria de Segurança Pública.

Em meio às críticas, a Polícia Civil, por meio da SSP/TO, reafirmou o compromisso de esgotar todas as linhas investigativas até a completa elucidação do caso.

Laura Vitória tinha nove anos quando desapareceu, em 9 de janeiro de 2016, em Palmas. Desde então, o caso permanece sem conclusão.