Natural de Gurupi, o vice-governador Mateus Simões (PSD) assume, neste domingo, 22, o comando do Governo de Minas Gerais. A mudança ocorre após a saída do então governador Romeu Zema (Novo), que deixa o cargo para disputar a Presidência da República nas eleições de outubro.

A posse está prevista para as 10h, em sessão solene na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte. A cerimônia será conduzida pelo presidente da Casa, Tadeu Leite. Antes disso, Simões deve chegar ao local por volta das 9h, quando será recebido com honras militares.

Na sequência, após os atos protocolares, o novo governador participa da transmissão oficial de cargo no Palácio da Liberdade, marcada para as 11h.

Apesar de ter construído sua trajetória política em Minas Gerais, Simões nasceu no Tocantins, fator que o conecta diretamente ao estado. Aos 45 anos, ele se torna o primeiro tocantinense a assumir o comando do Executivo mineiro, ainda que sua carreira pública tenha se desenvolvido fora do estado de origem.

Formado em Direito, com mestrado em Direito Empresarial, Simões também atua como professor universitário. Ele é procurador concursado da Assembleia Legislativa de Minas, atualmente licenciado, além de empresário e produtor rural. É casado há 19 anos com a advogada e professora Christiana Renault.

Sua trajetória pessoal é marcada por perdas familiares. Em 1988, perdeu um irmão em um acidente na BR-262. Anos depois, também perdeu os pais em outro acidente na mesma rodovia, no Triângulo Mineiro. Ainda adolescente, mudou-se para Belo Horizonte, onde passou a viver com a avó.

Na política, iniciou a carreira como vereador de Belo Horizonte, eleito em 2016 pelo Partido Novo. Durante o mandato, ganhou visibilidade ao participar de um processo de cassação do então presidente da Câmara Municipal, investigado por desvio de recursos.

Em 2018, licenciou-se do cargo para integrar a equipe de transição do governo Zema e, posteriormente, assumiu a Secretaria-Geral de Governo. Já em 2022, foi eleito vice-governador em primeiro turno, com mais de 6 milhões de votos.

Recentemente, deixou o Novo e se filiou ao PSD, movimento que ocorre em meio às articulações para as eleições deste ano.