O combate ao crime organizado e à asfixia financeira de facções criminosas tem sido reforçado no Tocantins com a intensificação de operações integradas e ações de repressão ao tráfico de drogas, armas e contrabando nas rodovias federais que cortam o estado. Em 2025, o Tocantins esteve entre as unidades da federação que participaram de operações nacionais coordenadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com atuação direta da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Uma das principais ações com reflexos diretos no estado foi a Operação Faro – Fronteiras e Divisas Alertas com Rastreio Olfativo, realizada entre 1º e 12 de dezembro de 2025. A operação ocorreu em 13 estados, incluindo o Tocantins, e resultou em um prejuízo estimado de R$ 78,1 milhões ao crime organizado, principalmente relacionado ao tráfico de drogas. Durante o período, foram apreendidos quase 6,8 toneladas de entorpecentes e realizadas dezenas de prisões em flagrante.

O Tocantins também integra o conjunto de estados atendidos por investimentos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), que teve aumento de recursos em 2025. Os repasses federais são destinados ao fortalecimento da capacidade operacional das forças de segurança, com investimentos em equipamentos, inteligência, logística e ações integradas de enfrentamento ao crime organizado. O estado está incluído entre as unidades que receberam recursos para a qualificação do uso da força policial, com a adoção de protocolos nacionais e aquisição de equipamentos de menor potencial ofensivo.

Além disso, o Tocantins participa do Sistema Nacional de Inteligência para Enfrentamento ao Crime Organizado, instituído pelo Ministério da Justiça em dezembro de 2025. A iniciativa permite a integração de bancos de dados e o compartilhamento de informações entre forças federais e estaduais, com o objetivo de identificar e desarticular organizações criminosas com atuação interestadual.

No âmbito das rodovias federais que atravessam o estado, a PRF intensificou as ações de fiscalização e repressão em 2025, contribuindo para apreensões de drogas, armas, munições e mercadorias ilegais. As operações fazem parte da estratégia nacional de descapitalização das facções, com foco na interrupção das rotas de transporte utilizadas pelo crime organizado.

De acordo com o Governo Federal, a estratégia de combate às facções prioriza o enfraquecimento financeiro das organizações criminosas, com apreensão de bens, bloqueio de ativos e operações coordenadas entre União e estados. No Tocantins, essas ações têm impacto direto no enfrentamento ao tráfico e na redução da atuação de grupos criminosos que utilizam o estado como rota logística.

As medidas integram um conjunto mais amplo de políticas de segurança pública que incluem investimentos no sistema penitenciário, fortalecimento da inteligência policial e ampliação da cooperação entre órgãos federais, estaduais e municipais, com foco na repressão qualificada ao crime organizado no Tocantins.