Tocantins permanece em nível de risco para síndromes gripais e pode registrar aumento de casos graves nas próximas semanas
10 abril 2026 às 08h25

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O Tocantins permanece em nível de risco para casos graves de síndromes gripais, conforme o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz, que também aponta tendência de agravamento nas próximas semanas e mantém o estado entre as unidades da federação sob maior monitoramento.
O levantamento indica que 18 estados e o Distrito Federal continuam em situação de alerta, risco ou alto risco, sendo que parte deles apresenta crescimento nas notificações, cenário no qual o Tocantins segue incluído, com possibilidade de avanço para um quadro mais desfavorável no curto prazo.
Apesar disso, a análise nacional mostra estabilidade no longo prazo, com pesquisadores identificando interrupção do crescimento e até redução de casos em algumas regiões, especialmente nas infecções causadas por influenza A e rinovírus, que juntos concentram mais de 70% dos diagnósticos positivos recentes.
A síndrome respiratória aguda grave é caracterizada pela piora de quadros gripais, quando sintomas como febre, coriza e tosse evoluem para dificuldade respiratória e necessidade de hospitalização, sendo geralmente associada a vírus respiratórios, ainda que nem sempre haja confirmação laboratorial do agente.
Entre os principais vírus relacionados aos casos mais graves estão influenza A, influenza B e covid-19, todos com vacinas disponíveis na rede pública, o que coloca a imunização como uma das principais medidas de prevenção.
A campanha nacional de vacinação contra a influenza segue em andamento, com prioridade para crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos e gestantes, enquanto a vacinação contra a covid-19 é indicada desde os primeiros meses de vida, com reforços voltados a grupos mais vulneráveis.
Outro imunizante disponível é o contra o vírus sincicial respiratório, ofertado a gestantes com o objetivo de proteger os bebês, que estão entre os mais afetados por infecções como a bronquiolite.
A orientação de especialistas inclui ainda que pessoas com sintomas gripais evitem sair de casa e utilizem máscara quando necessário, como forma de reduzir a transmissão.
Em todo o país, mais de 31 mil casos de síndrome respiratória aguda grave já foram registrados em 2026, sendo cerca de 13 mil com confirmação para vírus respiratórios, enquanto o número de mortes ultrapassa 1,6 mil, com maior participação da covid-19 entre os casos com diagnóstico confirmado.
