Tocantins teve sete pessoas resgatadas de trabalho análogo à escravidão em 2025
29 janeiro 2026 às 15h22

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O Tocantins ficou entre os estados com menor número de trabalhadores resgatados em ações de combate ao trabalho análogo à escravidão em 2025, segundo balanço divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), na terça-feira, 28, data marcada pelo Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.
De acordo com os dados oficiais, o Tocantins registrou 7 trabalhadores resgatados ao longo do ano, figurando nas últimas posições do ranking nacional, à frente apenas de estados como Rondônia (5), Roraima (5), Amazonas (4), Santa Catarina (4), Rio Grande do Norte (2), Sergipe (1), além de Alagoas e Amapá, que não tiveram registros de resgates.
No ranking nacional, os estados com maior número de trabalhadores resgatados foram Mato Grosso (607), Bahia (482), Minas Gerais (393), São Paulo (276) e Paraíba (253). Já em relação ao número de ações fiscais, São Paulo liderou com 215 fiscalizações, seguido por Minas Gerais (145), Rio de Janeiro (123), Rio Grande do Sul (112) e Goiás (102).
Em todo o Brasil, as ações de fiscalização resultaram no resgate de 2.772 trabalhadores e trabalhadoras, em 1.594 operações, com a garantia de pagamento de mais de R$ 9 milhões em verbas rescisórias às vítimas. Além disso, cerca de 48 mil trabalhadores tiveram outros direitos trabalhistas assegurados, mesmo nos casos em que não foi caracterizada a condição análoga à escravidão.
Os dados também apontam uma mudança no perfil das ocorrências. Em 2025, 68% dos resgates ocorreram em áreas urbanas, superando o meio rural, cenário diferente do observado em anos anteriores. Entre os setores com maior número de trabalhadores resgatados estão obras de alvenaria, administração pública, construção de edifícios, cultivo de café e extração de pedras e materiais para construção.
Segundo o MTE, trabalhadores resgatados têm direito ao Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado, pago em três parcelas de um salário mínimo, além de encaminhamento à assistência social e a outras políticas públicas. As fiscalizações são realizadas de forma integrada com órgãos como Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal, Defensoria Pública da União, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.
Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma anônima pelo Sistema Ipê, pelo telefone 158 ou pelo Disque 100.
