Segmento evangélico amplia influência e se divide entre grupos políticos no Tocantins
01 abril 2026 às 19h08

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Os dados do Censo 2022 do IBGE indicam que o Tocantins possui cerca de 31% da população declarada evangélica, o que representa aproximadamente 468 mil pessoas. O contingente coloca o segmento como um dos principais blocos sociais com potencial de influência nas disputas eleitorais no estado.
A estrutura do campo evangélico tocantinense se organiza de forma descentralizada, com diferentes convenções e ministérios exercendo protagonismo político. Entre os principais polos estão a CIADSETA e a CONEMAD-TO, ambas com forte presença institucional e capilaridade no território.
Ligada ao deputado federal Eli Borges, a CIADSETA mantém base consolidada e participa de articulações que envolvem a disputa majoritária, incluindo a construção de candidatura ao Senado, com o nome do parlamentar ja colocado com pré-candidato. O grupo também se insere em composições proporcionais, com influência em candidaturas locais, como do deputado estadual Gipão, que vai à reeleição.
Já a CONEMAD-TO, vinculada ao ministério de Madureira, reúne lideranças com presença política em Palmas e articula espaço em outra frente eleitoral. O grupo é liderado pelo pastor Amarildo Martins da Silva e mantém conexões com o deputado federal Filipe Martins, além de outras lideranças locais, como Carlos Veloso (vice-prefeito de Palmas) e Débora Guedes, vereadora da Capital.
No cenário político, os dois blocos caminham em direções distintas. O grupo associado a Eli Borges se aproxima da articulação liderada pela senadora Dorinha Seabra, enquanto o segmento ligado à Madureira se insere na construção em torno do pré-candidato ao governo Vicentinho Júnior, ampliando sua presença nas negociações para a formação de chapa majoritária.
A divisão evidencia que o eleitorado evangélico no estado não atua de forma homogênea, mas sim distribuído entre diferentes estruturas organizacionais. Ainda assim, o tamanho do segmento e sua capacidade de mobilização mantêm o grupo como peça relevante na definição de alianças e estratégias eleitorais.
Com presença crescente e inserção direta nas articulações políticas, o segmento tende a permanecer como um dos principais vetores de influência nas eleições estaduais, tanto na disputa majoritária quanto na formação das bancadas proporcionais.
