A filiação do deputado federal Eli Borges ao Republicanos nesta quarta-feira, 1º de abril, já na condição de pré-candidato ao Senado, evidenciou que a sigla mantinha um projeto próprio para a disputa majoritária, espaço que poderia ter sido ocupado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres (MDB).

A possibilidade foi confirmada pelo próprio Amélio ao explicar, durante seu evento de filiação ao MDB, por que optou por não permanecer no partido e não assumir a candidatura ao Senado.

Segundo ele, a decisão passou pela impossibilidade política de não ser o nome do partido para disputar o governo e de ter que enfrentar o deputado Alexandre Guimarães (MDB), aliado de primeira hora e um dos apoiadores de seu projeto ao governo em momentos anteriores.

Amélio afirmou que, ao aceitar a vaga, entraria em uma disputa direta com alguém que esteve ao seu lado na construção de seu projeto político, o que pesou para recusar o convite e, posteriormente, deixar o Republicanos. Ele também ressaltou que já havia dado sua palavra de apoio a Alexandre Guimarães para a disputa ao Senado, o que reforçou a decisão de não entrar na corrida.

O movimento do partido, agora com Eli Borges na condição de pré-candidato, reforça que havia a intenção de ter um nome próprio na corrida ao Senado dentro da aliança liderada pela senadora Dorinha Seabra.

A escolha de Amélio por não disputar e migrar de legenda acabou abrindo caminho para a nova composição dentro do Republicanos, ao mesmo tempo em que reposicionou o presidente da Assembleia em outro grupo político para as eleições de 2026.