Amélio diz que recusou disputar Senado para não voltar atrás em palavra que tinha dado a Alexandre Guimarães
01 abril 2026 às 14h14

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A filiação do deputado federal Eli Borges ao Republicanos nesta quarta-feira, 1º de abril, já na condição de pré-candidato ao Senado, evidenciou que a sigla mantinha um projeto próprio para a disputa majoritária, espaço que poderia ter sido ocupado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres (MDB).
A possibilidade foi confirmada pelo próprio Amélio ao explicar, durante seu evento de filiação ao MDB, por que optou por não permanecer no partido e não assumir a candidatura ao Senado.
Segundo ele, a decisão passou pela impossibilidade política de não ser o nome do partido para disputar o governo e de ter que enfrentar o deputado Alexandre Guimarães (MDB), aliado de primeira hora e um dos apoiadores de seu projeto ao governo em momentos anteriores.
Amélio afirmou que, ao aceitar a vaga, entraria em uma disputa direta com alguém que esteve ao seu lado na construção de seu projeto político, o que pesou para recusar o convite e, posteriormente, deixar o Republicanos. Ele também ressaltou que já havia dado sua palavra de apoio a Alexandre Guimarães para a disputa ao Senado, o que reforçou a decisão de não entrar na corrida.
O movimento do partido, agora com Eli Borges na condição de pré-candidato, reforça que havia a intenção de ter um nome próprio na corrida ao Senado dentro da aliança liderada pela senadora Dorinha Seabra.
A escolha de Amélio por não disputar e migrar de legenda acabou abrindo caminho para a nova composição dentro do Republicanos, ao mesmo tempo em que reposicionou o presidente da Assembleia em outro grupo político para as eleições de 2026.
