Eli Borges chega esvaziado ao grupo de Vicentinho com convenções evangélicas ao lado de Dorinha
09 outubro 2026 às 15h42

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O deputado federal Eli Borges (Republicanos) chega ao grupo de Vicentinho Júnior (PSDB) para o segundo turno sem reunir o apoio de duas importantes organizações evangélicas do Tocantins. A Assembleia de Deus Madureira e a CIADSETA seguem no projeto de Professora Dorinha (União Brasil), mantendo a divisão entre lideranças religiosas na disputa pelo Palácio Araguaia.
A adesão representa uma mudança de lado do parlamentar, que integrou a aliança de Dorinha no primeiro turno. Entretanto, a decisão pessoal de Eli não significa um deslocamento conjunto dos segmentos evangélicos com os quais mantém interlocução. Com as duas convenções ao lado da senadora, Vicentinho recebe o apoio do deputado, mas encontra limites para ampliar essa adesão dentro das estruturas religiosas.
O desempenho da família nas eleições também ajuda a dimensionar esse cenário. Thiago Borges (Republicanos), filho de Eli e vereador de Palmas, disputou uma cadeira na Assembleia Legislativa, mas recebeu 5.698 votos, equivalentes a 0,62% dos válidos, e terminou como suplente. O resultado indica que a presença política do pai não foi suficiente para assegurar a eleição do filho.
Eli, por sua vez, conquistou 271.829 votos na corrida ao Senado, correspondentes a 16,44% dos válidos. Ficou em terceiro lugar, atrás dos eleitos Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB). Embora a votação lhe dê peso nas articulações do segundo turno, a permanência das convenções com Dorinha mostra que seu posicionamento não unifica o campo evangélico em torno de Vicentinho.
