Durante a convenção estadual da Federação PSOL/Rede, em Palmas, o presidente estadual da Rede Sustentabilidade e pré-candidato ao Senado, Fábio Paulino Ribeiro, defendeu a união entre os partidos do campo progressista e afirmou que o projeto político apresentado pela federação tem como foco a defesa dos trabalhadores e das políticas sociais.

Em discurso ao lado de representantes do PT, PSOL e partidos aliados, Fábio destacou que as diferenças entre as legendas não devem impedir a construção de uma agenda comum.

“Os partidos têm diferenças, as pessoas têm diferenças, as falas têm diferenças, a história de vida de cada um é diferente. Agora tem uma coisa que nos torna iguais: são os nossos ideais, as nossas lutas”, afirmou.

Segundo ele, a atuação da esquerda deve estar voltada para representar pessoas que, muitas vezes, não reconhecem a importância das pautas defendidas pelo campo progressista.

“A gente não está lutando aqui para resolver o meu problema, o meu objetivo. O que a gente está lutando para conquistar é o direito de algumas pessoas”, disse.

Fábio criticou o uso de recursos financeiros em campanhas eleitorais e afirmou que a disputa será desigual diante do poder econômico de outros grupos políticos.

“O nosso trabalho é muito mais difícil do que das pessoas que enganam com mega shows, enganam com contratinhos, fazendo o uso exacerbado de recursos financeiros”, declarou.

O candidato também defendeu que trabalhadores sejam compreendidos em um sentido amplo, incluindo empregados, empreendedores e empresários.

“Quando eu falo trabalhador, eu não quero dizer que o empresário não seja. O empresário é gerador de imposto e trabalho. O construtor, o empreendedor, quem edifica, quem empreende, é trabalhador também.”

Defesa do governo Lula e crítica ao Congresso

Durante o discurso, Fábio Ribeiro defendeu a necessidade de ampliar a representação da esquerda no Congresso Nacional para apoiar projetos ligados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo ele, a gestão federal enfrenta dificuldades pela composição atual do Legislativo.

“A gente tem um presidente da República com todas as forças que tem — e não são muitas, porque nós não temos o Congresso. A gente tem a cabeça, o presidente, mas o Congresso vocês veem diariamente nos noticiários”, afirmou.

Ele citou debates nacionais, como a escala de trabalho 6×1, e criticou a atuação do chamado Centrão.

“Se nós não tivermos um Congresso, nós vamos continuar tendo que entregar a alma para quem continua diurnamente extirpando, sangrando o trabalhador”, disse.

União entre PSOL, Rede e PT

Ao final do discurso, Fábio reforçou que a participação de lideranças de diferentes partidos no evento tinha como objetivo demonstrar que a federação busca diálogo, e não divisão dentro do campo progressista.

“A gente fez essa mesa de autoridades com uma única intenção: mostrar que não existe a menor intenção da nossa parte, Federação Rede PSOL, de promover discórdia, racha, desavença. A gente pode até ser diferente, mas somos iguais nas lutas e nos objetivos que buscamos”, afirmou.

Ele ainda defendeu a construção política a partir do diálogo entre partidos e movimentos sociais.

“É ouvindo cada um que está aqui dentro que a gente pode construir algo diferente”, concluiu.