Vice de Ataídes, Rosileia Dias vê falta de efetivo como maior desafio da segurança pública
04 agosto 2026 às 20h31

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Anunciada como candidata a vice-governadora na chapa do ex-senador Ataídes Oliveira (Novo), a subtenente da Polícia Militar Rosileia Dias Carneiro afirmou, em entrevista ao Jornal Opção Tocantins, que decidiu ingressar na disputa eleitoral após analisar as propostas do Partido Novo para o Tocantins. Segundo ela, a candidatura representa a oportunidade de contribuir com mudanças em áreas como segurança pública, saúde e educação.
Rosileia foi anunciada nesta terça-feira, 4, como candidata a vice-governadora e terá o nome homologado durante a convenção estadual do Partido Novo, realizada em Palmas. O encontro também deve oficializar a candidatura de Ataídes ao Governo do Tocantins, do coronel da reserva Nilton Santos ao Senado e dos demais candidatos da legenda para as eleições de 2026.
Ao explicar como chegou ao partido, Rosileia afirmou que, embora acompanhasse a política nos bastidores, nunca havia colocado seu nome à disposição para disputar um cargo eletivo. “Como todos sabem, sou subtenente da Polícia Militar e já tenho 22 anos de serviço. Sempre acompanhei a política, mas nos bastidores. Nunca havia colocado meu nome à disposição. Quando fui convidada pelo Ataídes para esse grande desafio, primeiro analisei o partido e o projeto que ele tem para o povo tocantinense. Procurei entender qual era o objetivo das pessoas que fazem parte do partido e se esse objetivo era o progresso do Tocantins”, afirmou.
Na avaliação da candidata, o Tocantins reúne potencial para avançar em diferentes áreas e esse foi um dos fatores que a levaram a aceitar o convite. “Nós ficamos no meio do Brasil, então nosso potencial é muito grande em várias áreas. Podemos ter muitas melhorias na educação, na saúde e, principalmente, na segurança pública, onde atuo hoje. Estou neste projeto porque acredito que nós podemos ser a diferença no estado do Tocantins”, disse.
Segurança pública
Questionada sobre os principais desafios da segurança pública no Estado, Rosileia apontou a falta de efetivo nas corporações como o problema mais urgente.
“O maior desafio que temos hoje na segurança pública do Tocantins é a falta de efetivo nas nossas polícias, tanto na Polícia Civil quanto na Polícia Militar, à qual pertenço. Esse é o maior desafio para todos nós”, pontuou.
Durante a entrevista, a candidata também falou sobre o aumento dos casos de violência contra a mulher e defendeu políticas públicas voltadas tanto às vítimas quanto aos agressores.
“Eu já pensei nessa política pública e acredito que a diferença é trabalhar tanto o agressor quanto a vítima. Precisamos entender o que podemos fazer para mudar esse comportamento do agressor, porque muitos deles também foram vítimas de agressão na infância e não tiveram um histórico de amor e carinho”, declarou.
Ela afirmou ainda que a prevenção deve começar na formação dos jovens. “Também temos que fazer políticas públicas para os nossos jovens, porque precisamos acreditar que a prevenção da agressão começa na base. Não podemos querer combater o crime apenas depois que ele acontece. Precisamos prevenir para que ele não aconteça”, acrescentou.
Diferencial da candidatura
Ao comentar o fato de outras chapas também contarem com candidatos oriundos da área da segurança pública, Rosileia afirmou respeitar os demais concorrentes e disse acreditar que sua trajetória e a defesa de uma gestão técnica são diferenciais. “Respeito todos os militares que estão na disputa. Cada um tem seu projeto e sua história de vida. Eu sou uma pessoa de princípios, mãe solo e policial militar. Acredito que podemos fazer a diferença atuando com competência e qualidade”, ressaltou.
Segundo a candidata, um eventual governo da chapa deverá priorizar a escolha de gestores com qualificação técnica. “Junto com o Ataídes, teremos que buscar pessoas com competência, pessoas técnicas, que possam atuar nas áreas específicas. Não apenas por negociações políticas, mas colocando pessoas capacitadas para atuar nas áreas em que o Estado tem mais deficiência”, concluiu.
