Após passar mal no quartel da PM, Eduardo Siqueira é levado ao HGP e passa por cateterismo

08 julho 2025 às 07h55

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Na madrugada desta terça-feira, 8, o prefeito afastado de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), passou mal sentindo fortes dores no peito e precisou ser levado com urgência ao Hospital Geral de Palmas (HGP). A informação foi confirmada ao Jornal Opção Tocantins pela defesa do político, que informou que ele passou por um cateterismo e está se recuperando.
“Passou mal. Foi levado ao HGP, fez cateterismo e está bem, em recuperação. Deus é maior”, disse o advogado Juvenal Klayber.
O cateterismo é um exame feito para investigar e tratar problemas no coração. Durante o procedimento, os médicos inserem um tubo fino em uma veia ou artéria para avaliar como está a circulação do sangue nas artérias do coração. Se for encontrada alguma obstrução, pode ser feito um tratamento no mesmo momento para evitar maiores complicações. O procedimento é seguro e, na maioria dos casos, a recuperação é rápida.
O Jornal Opção Tocantins entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), que também confirmou a situação e divulgou um boletim médico oficial. Conforme a Polícia Militar do Tocantins, assim que Eduardo começou a passar mal foi necessária escolta policial para atendimento médico no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Devido a gravidade do estado de saúde, o prefeito foi levado na ambulância do SAMU diretamente para o HGP, acompanhado pelos profissionais e pela família.
Prisão e junta médica
Eduardo Siqueira está preso preventivamente desde o dia 27 de junho no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é investigado na Operação Sisamnes, que apura o vazamento de informações sigilosas do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e possível tentativa de obstrução das investigações.
Nos últimos dias, o ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a realização de uma junta médica para avaliar o estado de saúde do prefeito afastado. O exame foi realizado no sábado, 6, por uma equipe da Polícia Militar, e o laudo já foi enviado a Brasília. Até ontem, a defesa ainda não teve acesso ao documento, que deve ser analisado junto com os pedidos de habeas corpus já protocolados no processo.
Eduardo tem 66 anos e já enfrentou outros problemas de saúde no passado, como paralisia facial e motora. Além dele, também estão presos o advogado Antônio Ianowich Filho e o policial civil Marco Augusto Albernaz.
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