Bolsonaro cai na cela da PF e é diagnosticado com traumatismo cranioencefálico leve
06 janeiro 2026 às 13h46

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Um novo episódio de indisposição envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro foi registrado na madrugada desta terça-feira, 6, enquanto ele estava na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A ocorrência foi inicialmente divulgada nas redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e, pouco depois, confirmada pelo médico responsável pelo acompanhamento clínico do ex-presidente.
Segundo Michelle Bolsonaro, o político, de 70 anos, sofreu uma queda dentro da cela onde cumpre pena, batendo a cabeça em um móvel. O relato foi publicado em uma rede social durante a madrugada.
“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise e bateu a cabeça no móvel”, disse Michelle. “Estou com o médico aguardando o delegado para saber como foram os primeiros socorros”.
O médico Claudio Birolini informou à GloboNews que Bolsonaro apresentou um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve. De acordo com ele, esse tipo de quadro costuma ter recuperação do estado mental em até 24 horas, mas requer acompanhamento.
No início da tarde, a Polícia Federal divulgou nota oficial confirmando que houve atendimento médico após a queda ocorrida durante a madrugada. Conforme a PF, o médico da corporação identificou apenas ferimentos leves e não constatou necessidade de encaminhamento hospitalar, recomendando apenas observação clínica.
Após a divulgação da nota, Michelle Bolsonaro voltou a se manifestar nas redes sociais, afirmando que o ex-presidente passaria por exames em um hospital. Essa informação, até o momento, não foi confirmada oficialmente.
O episódio ocorreu seis dias depois de Bolsonaro ter recebido alta hospitalar, após passar por procedimentos médicos para tratar uma hérnia e um quadro persistente de soluços.
De acordo com informações apuradas pela TV Globo, Bolsonaro não solicitou auxílio aos agentes da Polícia Federal logo após a queda. No dia seguinte, um policial percebeu um corte no rosto do ex-presidente e acionou atendimento médico. Após avaliação, o profissional responsável indicou que ele permanecesse em observação.
Nove dias internado
Bolsonaro retornou à Superintendência da Polícia Federal na última quinta-feira, 1º, após permanecer nove dias internado. Durante esse período, passou por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, realizada na quinta-feira, 25, dia de Natal, sem registro de intercorrências.
A hérnia inguinal, também conhecida como hérnia na virilha, ocorre quando tecidos do interior do abdômen se projetam por um ponto enfraquecido da parede muscular abdominal, formando um abaulamento. Quando o problema se manifesta dos dois lados, recebe a denominação de bilateral.
Após o procedimento cirúrgico, a equipe médica avaliou a necessidade de intervenções adicionais para conter um quadro de soluços persistentes. No sábado, 27, Bolsonaro foi submetido a um bloqueio do nervo frênico do lado esquerdo.
Na segunda-feira, 29, foi realizado o bloqueio do nervo frênico do lado direito. Já na terça-feira, 30, segundo informações divulgadas por Michelle Bolsonaro, ocorreu uma cirurgia de reforço.
Na quarta-feira, 31, o ex-presidente passou por uma endoscopia, exame no qual os médicos constataram a permanência de esofagite e gastrite.
Ainda no mesmo dia, a defesa de Bolsonaro protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal para que ele pudesse cumprir a pena em prisão domiciliar. A solicitação foi negada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Em 1º de janeiro, Bolsonaro recebeu alta médica e retornou à sede da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, determinada em razão de condenação por tramar um golpe de Estado no país.
O deslocamento do hospital até a Superintendência da PF em Brasília foi feito em uma viatura da Polícia Federal. O trajeto, de aproximadamente dois quilômetros, durou cerca de seis minutos, com entrada realizada por uma portaria lateral da unidade.
