Braço direito de Sandoval na pré-campanha, Joaquim Júnior carrega histórico de investigações e prisão preventiva
16 junho 2026 às 11h28

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O ex-governador Sandoval Cardoso voltou a percorrer o Tocantins como pré-candidato a deputado federal pelo Podemos acompanhado de um aliado histórico: o ex-secretário estadual Joaquim Carlos Parente Júnior.
Nos bastidores políticos, Joaquim Júnior é apontado por interlocutores de diferentes grupos como um dos principais articuladores da pré-campanha de Sandoval e é descrito como o braço direito do ex-governador na construção do projeto eleitoral para 2026.
A relação entre os dois atravessa diferentes momentos da trajetória política de Sandoval. Quando o ex-governador presidiu a Assembleia Legislativa, entre 2013 e 2014, Joaquim ocupou a Diretoria-Geral da Casa. Com a posse de Sandoval no Palácio Araguaia, em abril de 2014, o aliado assumiu as secretarias da Fazenda e do Planejamento. Antes disso, havia comandado a Secretaria da Juventude durante o governo Carlos Gaguim.
A proximidade política entre os dois também coincidiu com episódios que os colocaram no centro de investigações conduzidas por órgãos de controle e pela Polícia Federal.
Em setembro de 2014, durante a campanha ao governo do estado, o Jornal Opção publicou entrevista com o ex-servidor Aluízio de Castro Júnior, que afirmou ter aberto uma empresa utilizada para a emissão de notas fiscais destinadas à comprovação de despesas com verbas indenizatórias da Assembleia Legislativa. Segundo o relato, os documentos teriam sido usados quando Sandoval presidia a Casa e Joaquim era diretor-geral.
Na época, a assessoria de Sandoval negou as acusações. Joaquim Júnior classificou as denúncias como um “factoide” e afirmou que os fatos não procediam.
Dois anos depois, em outubro de 2016, Sandoval foi preso preventivamente durante a Operação Ápia, da Polícia Federal, que investigou supostas fraudes em contratos de terraplanagem e pavimentação asfáltica no Tocantins. O ex-governador sempre negou irregularidades.
Joaquim Júnior também foi alvo de investigação federal. Em abril de 2019, ele foi preso preventivamente durante a Operação Krank, que apurou supostas irregularidades na execução do programa federal ProJovem Urbano, referente ao período em que comandou a Secretaria da Juventude, entre 2009 e 2010.
Segundo a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União, a investigação identificou indícios de direcionamento de licitações, contratação de funcionários fantasmas, dispensa indevida de licitação e pagamentos por serviços que não teriam sido executados.
À época, a defesa de Joaquim afirmou que as contas do programa haviam sido aprovadas pelos órgãos federais e negou qualquer irregularidade.
A reportagem procurou Joaquim Júnior para comentar sua participação na pré-campanha de Sandoval Cardoso e se manifestar sobre os episódios citados nesta reportagem, mas não houve retorno até a publicação deste texto. O espaço permanece aberto para manifestação
