O Tocantins registrou redução no número de mortes por câncer do colo do útero entre 2024 e 2025. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) apontam que os óbitos caíram de 77 para 60 no período.

Ao mesmo tempo, o Estado ampliou a realização de exames preventivos. Em 2024, foram alcançados 28% de cobertura de exames citopatológicos do colo do útero, acima da meta de 20% prevista no Plano Estadual de Saúde (PES). Em 2025, foram realizados 31.781 exames em mulheres de 25 a 64 anos, o que corresponde a 30% da meta estabelecida.

O atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), que fazem a identificação de casos suspeitos e encaminham para investigação. Após o diagnóstico, os pacientes são direcionados para as Unidades de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). No Estado, o Hospital Regional de Araguaína (HRA) atende a macrorregião Norte, enquanto o Hospital Geral de Palmas (HGP) é referência para a região Centro-Sul.

A rede pública oferece exames como citopatológico, biópsias e exames de imagem, além de tratamentos que incluem cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e acompanhamento multiprofissional.

Em relação à prevenção, a vacina contra o HPV está disponível gratuitamente no SUS desde 2014 para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Em 2025, a cobertura vacinal no Tocantins foi de 95,21% entre meninas e 83,91% entre meninos. Entre 1º de janeiro e 3 de março de 2026, os índices chegaram a 78,54% e 72,38%, respectivamente.

Segundo a ginecologista obstetra Alessandra Bianchini Daud, o HPV é a principal causa do câncer do colo do útero e pode ser transmitido por contato íntimo. A médica afirma que existem diferentes tipos do vírus, sendo os de alto risco, como os tipos 16 e 18, responsáveis pela maioria dos casos.

Ela explica que não há tratamento para eliminar o vírus, mas sim para as lesões causadas por ele. Em casos mais avançados, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, a depender do estágio da doença.