A defesa de Waldecir José de Lima Júnior, investigado pela morte do vigilante Dhemis Augusto dos Santos em uma galeria comercial de Palmas, contestou a caracterização do veículo utilizado por ele no dia do crime. Em declaração feita ao Jornal Opção Tocantins, o advogado Paulo Roberto da Silva afirmou que o automóvel não pode ser classificado como de luxo ou de alto valor, como vem sendo divulgado em parte da cobertura do caso.

Segundo a defesa, o carro, uma Land Rover Range Rover Evoque Prestige 5d, modelo de 2015, possui valor compatível com veículos usados de padrão intermediário. Ele citou como referência a tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que indicaria preço entre R$ 70 mil e argumentou que, com a depreciação, o valor real de mercado pode ficar entre R$ 65 mil. “Não se trata de um carro milionário ou fora da realidade. É um veículo comum dentro do mercado atual”, declarou.

O advogado também buscou afastar a associação entre o investigado e um perfil financeiro elevado. De acordo com ele, Waldecir é mecânico e não possui patrimônio que o enquadre como pessoa de alto poder aquisitivo. “É um trabalhador, uma pessoa simples, e não alguém abastado, como tem sido noticiado”, disse.

Levantamento de preços

Produzido pela Land Rover, o modelo Evoque Prestige é originalmente enquadrado no segmento de SUVs de luxo. Levantamento realizado pelo Jornal Opção Tocantins indica que o valor do modelo de Waldecir, pode variar no mercado de seminovos. Foram identificados anúncios entre R$ 97 mil e R$ 120 mil, a depender de fatores como ano de fabricação, estado de conservação e quilometragem.

A discussão sobre o valor do carro ganhou destaque por estar relacionada ao contexto do crime. Conforme as investigações, o episódio teve início após uma discussão envolvendo estacionamento, situação na qual o veículo era conduzido pelo investigado. Waldecir José de Lima Júnior é apontado pela Polícia Civil como autor do disparo que matou o vigilante Dhemis Augusto do Santos e responde a investigação por homicídio preso em Palmas.

A reportagem também entrou em contato com a defesa da acusação de Waldecir José de Lima Júnior para obter posicionamento sobre as declarações apresentadas e aguarda retorno.

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