Diário Oficial de Palmas tem 19 atos assinados por Dhieine Caminski no dia em que secretária é presa em operação da Polícia Civil
11 junho 2026 às 13h47

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A edição do Diário Oficial do Município de Palmas publicada nesta quarta-feira, 10, trouxe 19 atos administrativos assinados pela secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, presa no mesmo dia durante a Operação Falsa Emergência, deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins. A reportagem procurou a gestão para comentar o assunto e aguarda retorno.
Os documentos abrangem designações de pesquisadores, movimentação de servidores, nomeação de fiscais de contratos, concessão e revogação de adicionais de insalubridade, além de medidas administrativas relacionadas à gestão da rede municipal de saúde.
Entre os atos publicados estão portarias assinadas em diferentes datas, entre maio e 9 de junho, período anterior à operação policial. Os documentos foram divulgados oficialmente na edição ordinária do Diário Oficial publicada no mesmo dia da ação que teve como alvo a titular da pasta.
As publicações incluem designações de pesquisadores para programas da Escola de Saúde Pública, transferências de servidores entre unidades da rede municipal e nomeações de fiscais responsáveis pelo acompanhamento de contratos de manutenção de equipamentos hospitalares, locação de ambulâncias e aquisição de materiais destinados às unidades de saúde.
Também constam portarias assinadas nos dias 8 e 9 de junho relacionadas à reorganização de equipes da Secretaria Municipal de Saúde e à movimentação funcional de profissionais da rede pública.
A publicação dos atos não indica que tenham sido assinados após a prisão da secretária. Os documentos possuem datas anteriores à operação.
No mesmo dia da operação, a Prefeitura de Palmas publicou edição extraordinária do Diário Oficial designando Ana Paula dos Santos Andrade Abadia, secretária executiva da Escola de Saúde Pública, para responder interinamente pela Secretaria Municipal de Saúde. Até o momento, não foi publicado ato de exoneração de Dhieine Caminski.
A Operação Falsa Emergência teve como alvos a secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, e a empresária Cláudia Ferreira Assis. A investigação apura suspeitas de irregularidades relacionadas ao contrato de gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul de Palmas, administradas por uma organização social contratada pelo município.
Procurada anteriormente pelo Jornal Opção Tocantins, a Prefeitura de Palmas informou que aguarda acesso aos autos para se manifestar oficialmente sobre o caso.
À imprensa, a defesa de Dhieine Caminski informou que ainda não teve acesso integral aos autos da investigação e, por isso, não se manifestaria sobre o mérito das acusações neste momento. O advogado de Andreis Vicente da Costa afirmou que solicitou acesso ao inquérito e que apresentaria posicionamento posteriormente. Já a defesa de Cláudia Fernanda Cândido da Silva declarou que também não teve acesso aos autos, mas informou que ela estava em viagem e retornaria para se apresentar às autoridades policiais.
A Santa Casa de Misericórdia de Itatiba informou anteriormente que não é alvo da operação e que permanece à disposição das autoridades para colaborar com os esclarecimentos necessários.
