O deputado federal Filipe Martins (PL) ainda não definiu se permanecerá no PL para disputar a reeleição. Apesar da ligação com o grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro e do apoio ao senador Flávio Bolsonaro para a presidência da República, o parlamentar avalia alternativas partidárias.

A principal questão envolve a formação de chapa para deputado federal no Tocantins. O PL, presidido no estado pelo senador Eduardo Gomes, ainda não teria apresentado uma composição considerada viável para a disputa proporcional, conforme relatos de pessoas próximas ao deputado. “Filipe tem o coração no PL, mas precisa de uma chapa que pare em pé”, afirmam interlocutores.

Diante desse cenário, outras siglas têm procurado o parlamentar. A definição deve ocorrer até o próximo dia 3 de abril, prazo final da janela partidária.

Outro elemento que influencia a decisão é o posicionamento político do grupo do pai do deputado, o pastor Amarildo Martins, liderança da Assembleia de Deus – Nação Madureira no estado. O grupo tem proximidade com PSDB de Vicentinho Júnior e MDB de Alexandre Guimarães, que devem compor chapa majoritária em oposição ao grupo liderado pela senadora Dorinha Seabra (União Brasil).

Já o PL, sob comando de Eduardo Gomes, integra a base política da senadora no estado. Ou seja, se permanecer no partido, Filipe pode acabar no palanque oposto ao que o grupo do próprio pai tende a apoiar.