Estado prevê ampliar hemodiálise no HGP após sindicato denunciar risco de mortes
20 outubro 2026 às 15h26

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O Sindicato dos Médicos do Tocantins (Simed-TO) denunciou a falta de condições para a realização de hemodiálise no Hospital Geral de Palmas (HGP) e alertou para o risco de mortes entre pacientes que aguardam tratamento. Segundo a entidade em comunicado nesta terça-feira, 20, há pessoas com prescrição médica há mais de 72 horas sem acesso ao procedimento por falta de vagas.
Em resposta, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) informou que prevê ampliar a capacidade de atendimento no HGP com três novas cadeiras de hemodiálise e negocia a possibilidade de aumentar os turnos do serviço. A pasta afirmou também que os pacientes com necessidade de atendimento emergencial continuam recebendo assistência especializada, conforme avaliação das equipes médicas.
A manifestação do sindicato endossa uma denúncia que, segundo a entidade, foi formalizada por nefrologistas plantonistas às autoridades competentes. O documento relata dificuldades para atender pacientes em estado grave, tanto pela capacidade insuficiente do serviço quanto pela falta de estrutura para realizar o procedimento à beira do leito.
Conforme o Simed-TO, o transporte de pacientes instáveis do pronto-socorro até o setor de hemodiálise, localizado no térreo do hospital, apresenta elevado risco. A entidade afirma que faltam equipamentos de osmose reversa, utilizados na purificação da água, e estrutura para modalidades de atendimento à beira-leito, como a SLED.
Entre os casos mencionados estão pacientes com hipercalemia grave, caracterizada pelo excesso de potássio no sangue, e insuficiência respiratória. Na avaliação do sindicato, a ausência de máquinas e equipamentos compromete a assistência e impõe às equipes limitações que não decorrem de falta de conhecimento técnico.
“Os médicos não enfrentam falta de conhecimento ou de vontade de trabalhar, mas sim a completa falta de máquinas e equipamentos”, afirma a entidade na nota.
Sindicato cobra providências
O Simed-TO pede a disponibilização de mais máquinas de hemodiálise, equipamentos de osmose reversa para atendimento à beira-leito, ampliação da capacidade do serviço e contratação de profissionais capacitados.
A entidade também cobra uma solução imediata para os pacientes que já têm indicação de tratamento e continuam aguardando, além de um plano para evitar novas interrupções no acesso. O sindicato informou que levará o caso aos órgãos de controle para cobrar providências da administração estadual.
Ampliação depende de investimentos da prestadora
Segundo a SES-TO, as medidas de expansão respondem ao crescimento da demanda por Terapia Renal Substitutiva na rede pública, especialmente entre pessoas com doenças crônicas, como hipertensão arterial e diabetes.
Além das três cadeiras previstas para o HGP, a pasta anunciou a proposta de acrescentar quatro no Hospital Regional de Gurupi e implantar um serviço em Porto Nacional, por meio da Santa Casa, com previsão de dez cadeiras.
As ampliações em Palmas e Gurupi, de acordo com a secretaria, dependem de investimentos da Pró-Rim, responsável pelos serviços nas duas unidades. O governo afirmou ter disponibilizado as condições contratuais necessárias e manter negociações com a empresa para implementar as melhorias.
A SES-TO também informou que busca outros prestadores que ainda não aderiram ao credenciamento estadual, que permanece aberto, para ampliar a oferta de tratamento.
Confira posicionamento do Estado na íntegra:
A Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) informa que adota medidas para ampliar a oferta de Terapia Renal Substitutiva (TRS) na rede pública estadual, em resposta ao crescimento da demanda por hemodiálise, especialmente entre pacientes com doenças crônicas, como hipertensão arterial e diabetes.
Entre as medidas previstas estão a implantação de um novo serviço de hemodiálise em Porto Nacional, por meio da Santa Casa, com previsão de disponibilização de dez cadeiras, além da proposta de ampliação de quatro cadeiras no Hospital Regional de Gurupi (HRG) e três no Hospital Geral de Palmas (HGP).
As ampliações previstas para o HGP e o HRG dependem de investimentos da empresa Pró-Rim, responsável pela prestação dos serviços nessas unidades. A SES-TO informa que já disponibilizou as condições contratuais necessárias para viabilizar a expansão e mantém tratativas com a prestadora para a implementação das melhorias, incluindo a possibilidade de ampliação dos turnos de atendimento.
Paralelamente, a Secretaria busca negociações para ampliar ainda mais a capacidade de atendimento com outros prestadores de serviços de hemodiálise que ainda não aderiram ao credenciamento estadual, inclusive com o objetivo de avaliar condições de contratação economicamente viáveis e ampliar a capacidade de atendimento da rede. O processo de credenciamento permanece aberto.
A SES-TO destaca que os pacientes com necessidade de atendimento emergencial continuam recebendo assistência especializada, conforme avaliação das equipes médicas, e que segue trabalhando para fortalecer a estrutura assistencial, ampliar a oferta de vagas e garantir maior acesso ao tratamento renal substitutivo no Tocantins.
