Governo diz não haver brasileiros entre vítimas de ataques na Venezuela
03 janeiro 2026 às 13h39

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O governo federal confirmou neste sábado, 3, que não há registro de brasileiros entre possíveis vítimas dos ataques realizados pelos Estados Unidos contra a Venezuela durante a madrugada. A informação foi divulgada pela ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, após uma reunião ministerial de emergência convocada pelo Palácio do Planalto.
O encontro foi coordenado por videoconferência pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que cumpre período de férias no Rio de Janeiro, e reuniu representantes dos ministérios das Relações Exteriores, Defesa, Casa Civil, Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Secretaria de Relações Institucionais e Ministério da Justiça e Segurança Pública. Uma nova reunião foi agendada para o fim da tarde deste sábado, no Itamaraty.
Segundo a ministra Maria Laura da Rocha, o governo brasileiro mantém contato com autoridades venezuelanas e acompanha de forma contínua a situação interna do país vizinho, diante do agravamento do cenário político e militar.
No campo da segurança, o ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que, até o momento, não há registro de movimentação atípica na fronteira entre Brasil e Venezuela. De acordo com ele, o lado brasileiro segue com funcionamento regular. Já o governo venezuelano determinou o fechamento da passagem fronteiriça nesta manhã. O Ministério da Justiça informou, em nota, que monitora o cenário e se prepara para um eventual aumento no fluxo de refugiados.
Os ataques ocorreram após meses de especulações e operações marítimas conduzidas pelos Estados Unidos nas proximidades da costa venezuelana. Durante a ofensiva, forças norte-americanas atingiram diferentes pontos de Caracas e capturaram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou publicamente sobre o episódio e classificou a ação militar como uma violação da soberania venezuelana e do direito internacional. Em nota divulgada nas redes sociais, Lula afirmou que os bombardeios e a captura do chefe de Estado representam um precedente perigoso para a América Latina e para a comunidade internacional. O presidente também defendeu uma resposta da Organização das Nações Unidas (ONU) e reiterou a posição do Brasil em favor do diálogo e da cooperação entre os países.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump confirmou a captura de Nicolás Maduro e declarou que ainda avalia quais serão os próximos passos em relação à Venezuela. Em entrevista à rede Fox News, Trump afirmou que Maduro e a esposa estariam a caminho de Nova York, a bordo de um navio da Marinha norte-americana que opera no Caribe desde o fim de 2025. Até então, o paradeiro do presidente venezuelano era desconhecido.
Trump também declarou que os Estados Unidos passarão a ter envolvimento direto com a indústria petrolífera venezuelana, sem detalhar como essa participação ocorrerá, e afirmou que a China continuará recebendo petróleo do país sul-americano.
