O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), determinou a realização de uma operação preventiva nas unidades prisionais do Estado com o objetivo de prevenir conflitos e aumentar a presença das polícias Militar, Civil e Penal, especialmente na capital tocantinense. A decisão de realizar a ação foi alinhada em razão do duplo homicídio ocorrido na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas nesta segunda-feira, 26, que resultou na morte de dois prisioneiros. 

No dia seguinte ao caso, na terça-feira, 27, uma reunião foi feita com os representantes das secretarias de Cidadania e Justiça (Seciju) e Segurança Pública (SSP) e da Polícia Militar do Tocantins (PMTO) para averiguar medidas cabíveis para evitar casos de violência dentro das unidades prisionais do Tocantins. A Seciju iniciou revistas gerais nas unidades penais, com ações já em andamento na CPP de Palmas e cronograma definido para a Barra da Grota (Araguaína) e o presídio de Cariri. O foco é a retirada de possíveis objetos ilícitos, como armas artesanais, drogas e celulares, além do reforço dos protocolos de segurança e do alerta às equipes quanto à prevenção de confrontos dentro das unidades.

“Definimos deflagrar essa operação integrada em todas as unidades prisionais do Tocantins como medida preventiva para preservar a ordem pública e assegurar a tranquilidade da população. Além do reforço interno no sistema prisional, determinamos o aumento da presença das Forças de Segurança nas ruas, especialmente em Palmas, com atuação coordenada e resposta imediata diante de qualquer indício de conflito”, disse o governador.

O secretário da Cidadania e Justiça, Hélio Marques, comentou que as equipes da pasta já estão alertas para atenção redobrada quanto a possíveis conflitos dentro das unidades penais. “A Seciju dará apoio com efetivo sempre que solicitado, além de suporte logístico, como alimentação, com foco no aumento da sensação de segurança e na prevenção de confrontos entre criminosos que possam gerar instabilidade e temor na sociedade”, frisou.

Operações Cidade Blindada e de Inteligência

Como parte das medidas preventivas externas, a Polícia Militar do Tocantins (PMTO) colocará em execução a Operação Cidade Blindada em Palmas pelos próximos 10 dias. “Vamos reforçar a presença policial ostensiva e preventiva durante a Operação Cidade Blindada em Palmas, com o emprego de equipes de Força Tática (FT) e Patrulha Rural (PR), na Capital, e a criação do Batalhão Virtual na sede da Escola Fazendária, que permitirá uma atuação direcionada conforme a análise diária da mancha criminal”, disse o comandante-geral da PMTO, Márcio Antônio Barbosa de Mendonça.

“Estabelecemos contato imediato entre as áreas de inteligência, que realizam monitoramento desde o dia da ocorrência registrada na CPP de Palmas. Também vamos intensificar, nos próximos dias, as ações da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco), com uma série de operações voltadas especificamente ao combate às organizações criminosas”, ressaltou o secretário de Segurança Pública do Tocantins, Bruno Azevedo.

Contexto do caso

No início da tarde desta segunda-feira, 26, uma briga entre detentos da Unidade Penal de Palmas resultou na morte de dois presos. Francisco de Assis Nascimento da Silva, de 25 anos e Franciney Ferreira dos Santos Machado, também de 25 anos. 

A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) confirmou ao Jornal Opção Tocantins que o incidente ocorreu durante o procedimento de movimentação interna para atendimentos jurídicos, após uma briga entre custodiados, na qual foram utilizados objetos perfurocortantes de fabricação artesanal (chunchos). As vítimas não resistiram aos ferimentos e morreram no local.

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