Hospitais, clínicas e demais prestadores da rede privada complementar que atendem usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Plano de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Tocantins (Servir) suspenderam os atendimentos eletivos a nesta quarta-feira, 5. A decisão foi comunicada pelo Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Tocantins (Sindesto). O Jornal Opção Tocantins solicitou um posicionamento ao Governo do Estado e aguarda um retorno.

Segundo a entidade, a medida ocorre após tentativas de negociação com o Governo do Estado para tratar da situação dos pagamentos aos prestadores. O sindicato afirma que encaminhou ofícios, notificações e participou de reuniões, mas não teria recebido retorno às solicitações.

De acordo com levantamento feito pelo Sindesto com instituições filiadas, a rede realiza cerca de 45 mil procedimentos por mês, entre consultas, exames, cirurgias, internações e terapias, atendendo aproximadamente 6,5 mil pacientes no período.

O levantamento também aponta que as unidades participantes reúnem 202 leitos ativos, 78 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 17 salas cirúrgicas e mais de 5,6 mil profissionais envolvidos diretamente na assistência, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos e equipes administrativas.

A entidade afirma que os atrasos nos pagamentos têm provocado dificuldades para manutenção da estrutura hospitalar, com impactos na aquisição de medicamentos, materiais hospitalares, órteses, próteses, gases medicinais e outros insumos. O sindicato também cita dificuldades para cumprimento de compromissos com fornecedores e pagamento de profissionais.

O Sindesto argumenta ainda que uma paralisação prolongada dos serviços pode aumentar a demanda sobre a rede pública e ampliar filas para procedimentos como consultas, exames e cirurgias.

A suspensão anunciada é restrita aos atendimentos eletivos. Conforme o sindicato, serão mantidos os serviços cuja continuidade seja determinada por lei ou decisão judicial.

O presidente do Sindesto, Thiago Antônio de Sousa, afirmou que a entidade permanece aberta ao diálogo e que espera a regularização dos pagamentos para que os atendimentos possam ser retomados.

O Governo do Tocantins foi procurado para se manifestar sobre as alegações do sindicato e informar se há pendências financeiras com os prestadores, além de eventuais medidas para evitar a suspensão dos serviços. A reportagem aguarda retorno.