Investigação conduzida no Tocantins bloqueia mais de R$ 400 milhões em bens ligados ao tráfico internacional de drogas
16 setembro 2026 às 08h36

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (Ficco/TO) deflagrou, nesta quarta-feira, 16, a Operação Rota Araguaia II, que investiga um núcleo apontado como responsável pelo suporte logístico e financeiro de uma organização criminosa especializada no tráfico transnacional de drogas e na lavagem de capitais.
Como parte da operação, são cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Águas Lindas de Goiás (GO). As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Federal da Seção Judiciária do Tocantins e têm como objetivo reunir elementos que possam contribuir para o aprofundamento da investigação e para a identificação de outros envolvidos.
A Justiça Federal também determinou o sequestro e o bloqueio de bens e ativos financeiros até o limite de R$ 412,5 milhões. De acordo com as informações da mobilização nacional, a medida patrimonial relacionada à investigação conduzida pela Ficco/TO é a de maior valor entre as ações realizadas nesta quarta-feira, 16.
A Rota Araguaia II integra a Força Integrada IV, mobilização nacional que reúne 20 bases das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), coordenadas pela Polícia Federal. As ações ocorrem simultaneamente em 19 estados e resultam no cumprimento de 106 mandados de prisão e 173 mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais que ultrapassam R$ 508 milhões.
Além do Tocantins, a mobilização ocorre na Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Acre, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Pernambuco, Roraima, Ceará, Amapá, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Pará e Rio Grande do Sul. As investigações envolvem grupos suspeitos de crimes como tráfico de drogas e armas, homicídios, extorsão e lavagem de dinheiro.
Na Bahia, a Operação Eirene II cumpre 45 mandados de prisão e 57 de busca e apreensão contra uma organização investigada por tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e posse ilegal de armas. Já em Mato Grosso do Sul, uma investigação sobre uma organização criminosa com atuação em diferentes estados resultou em 14 mandados de busca e duas prisões, além de medidas para apreensão de bens e valores de até R$ 75 milhões.
No caso da Rota Araguaia II, os investigados poderão responder, conforme a participação atribuída a cada um, pelos crimes de organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.
