Investigada por possível omissão em caso de estupro, Guarda Metropolitana de Palmas registra detenção por ato obsceno
20 fevereiro 2026 às 14h03

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Durante patrulhamento realizado na noite desta quinta-feira, 19, a Guarda Metropolitana de Palmas (GMP) deteve um homem após flagrá-lo urinando em via pública na Praia da Graciosa, localizada na região central de Palmas. A conduta foi enquadrada como ato obsceno, conforme o Código Penal. A ocorrência acontece em meio à repercussão de um possível caso de estupro de vulnerável e invetigação de omissão de socorro pela GMP registrado recentemente no mesmo local.
Segundo a Guarda Metropolitana, a equipe realizava patrulhamento ostensivo preventivo nas proximidades da base da corporação quando identificou o indivíduo com o órgão genital exposto. No momento da ocorrência, o local apresentava intensa movimentação, incluindo a presença de famílias e crianças.
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Após a constatação do flagrante, os agentes realizaram a abordagem e efetuaram a busca pessoal, não sendo encontrados outros ilícitos. Em seguida, o homem foi encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia Civil para a adoção dos procedimentos legais cabíveis.
O registro da ocorrência foi feito com fundamento no artigo 233 do Código Penal, que tipifica o crime de ato obsceno.
Investigação de possível estupro de vulnerável
A situação ocorre após, no último domingo de carnaval, 15, ter sido registrado um possível caso de estupro de vulnerável também na Praia da Graciosa, em Palmas. O episódio ganhou repercussão após a circulação de um vídeo nas redes sociais que mostrava um homem abordando uma mulher em aparente situação de vulnerabilidade, com indícios de que a gravação teria sido feita a partir da base da Guarda Metropolitana instalada no local.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP), um suspeito se apresentou espontaneamente na noite de segunda-feira, 16, na Central de Atendimento à Mulher (CAM), onde prestou esclarecimentos à delegada plantonista. Ele foi ouvido e responderá ao inquérito em liberdade.
Diante do caso, a Polícia Civil do Tocantins instaurou inquérito para investigar o homem que aparece nas imagens, a pessoa responsável pela gravação e esclarecer as circunstâncias do fato. Após a repercussão, a Prefeitura de Palmas informou que determinou a abertura de sindicância administrativa para apurar a conduta dos servidores que estavam de serviço, por determinação do gabinete do prefeito Eduardo Siqueira Campos e do comando da corporação.
Já na quarta-feira, 19, a Prefeitura de Palmas informou que os três guardas metropolitanos que estavam de plantão em 15 de fevereiro, data em que ocorreu um caso de violência sexual próximo à Base da Graciosa, foram afastados de suas funções até a conclusão das investigações administrativas.
