O governo do Irã declarou neste domingo, 1º, que realizou um ataque com mísseis contra o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln, em meio ao avanço das hostilidades que envolvem ainda Israel e forças dos Estados Unidos. De acordo com autoridades iranianas, quatro projéteis foram disparados em direção ao navio, que opera no mar Arábico, nas proximidades de Omã. Até o momento, não houve confirmação ou posicionamento oficial de Washington sobre eventuais danos.

Em operação desde 1989, o porta-aviões é considerado um dos principais meios de projeção militar dos Estados Unidos. A embarcação tem capacidade para transportar aproximadamente 90 aeronaves, entre caças F-35 e F/A-18, além de aviões de vigilância e helicópteros, funcionando como uma base aérea móvel. Pode acomodar até 5.500 militares e dispõe de sistemas próprios de defesa antiaérea.

Teerã não informou qual modelo de míssil teria sido empregado na ação nem apresentou evidências dos danos mencionados. Em episódios anteriores na região, porta-aviões norte-americanos foram alvo de drones e foguetes lançados por grupos alinhados ao Irã, sem registro de impacto direto.

Ataques a bases e tensão regional

De forma paralela, o Exército iraniano comunicou que retomou bombardeios contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. Em nota divulgada pela imprensa estatal, as Forças Armadas afirmaram ter conduzido ataques em “várias etapas” contra instalações norte-americanas em países do Golfo Pérsico e no Iraque. Não foram detalhados os alvos atingidos nem a extensão dos danos.

Agências internacionais relataram explosões em cidades como Abu Dhabi e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, além de Doha, no Catar, e Manama, no Bahrein. Autoridades locais informaram a ocorrência de mortos e feridos. Nos Emirados Árabes, o governo registrou três mortes e 58 pessoas feridas, além da interceptação de centenas de mísseis e drones desde sábado, 28. O Iraque confirmou quatro mortes em uma base militar. Kuwait e Catar também reportaram vítimas.