Ivanete Lima: “Se eu estou filiada e sou do PSD, por que não posso disputar? A vaga é para quem tiver voto”
19 julho 2026 às 08h00

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Em sua primeira entrevista após ter o nome lançado como pré-candidata ao Senado pelo PSD, Ivanete Lima afirma que a disputa representa uma oportunidade para ampliar a presença de mulheres e de representantes com origem popular na política tocantinense.
Natural de Miracema do Tocantins, técnica de enfermagem e assistente social, Ivanete construiu sua trajetória profissional na área da saúde, com atuação no Hospital Geral de Palmas (HGP) e na Unidade de Pronto Atendimento Sul (UPA Sul), em Palmas. Antes de chegar à disputa pelo Senado, ela conta que articulava uma pré-candidatura à Câmara Federal, mas mudou de projeto após a reconfiguração das alianças dentro do partido.
Na entrevista ao Jornal Opção Tocantins, Ivanete fala sobre a relação com o senador Irajá Abreu, as divergências internas no PSD, a defesa da participação feminina na política e apresenta como principais bandeiras a saúde e a melhoria da infraestrutura para comunidades que, segundo ela, ainda são esquecidas pelo poder público.
Quem é a Ivanete Lima e o que a motivou a entrar na política?
Eu nasci em Miracema do Tocantins, sou raiz do Tocantins. E o que me motivou a entrar na política? A minha história é bem longa.
Eu fui pré-candidata a vereadora em 2016, participei também em 2020 e, em 2024, tive a honra de receber o convite para ser vice do professor Júnior Geo. Foi uma grande experiência, algo muito maravilhoso para mim.
Agora, estando no PSD, em um primeiro momento eu seria candidata a deputada federal. Permaneci firme no partido e no grupo, como estou até hoje. Quando chegou o dia 2 de abril, tive uma conversa com o presidente Laurez Moreira, porque observei que a chapa começou a mudar, foi se desfazendo, e percebi que eu estava ficando sozinha.
Conversei com o presidente e ele me garantiu: “Ivanete, você é candidata a deputada federal”. Eu perguntei: “Mas como assim?”. Comecei a conversar com outras pessoas, com outros pré-candidatos, e eles me disseram: “Ivanete, só vai sair você, tem como sair sozinha?”.
Eu fiquei sem entender, porque ele sempre havia me garantido que eu seria candidata. Foi quando comecei a perceber a situação e pensei: “Agora chegou o momento de decidir”. Eu sou servidora pública estadual, sou técnica de enfermagem, concursada, trabalho no HGP, e precisava me desincompatibilizar.
Então fui buscar informações: “Eu saio ou não saio? Como vai ser minha vida?”. Eu estava acreditando nesse projeto até aquele momento. Já tinha falado para as pessoas, feito material, pedido apoio, corrido atrás. E, de repente, veio a informação de que a chapa não teria mais como acontecer.
Eu perguntei: “Mas por quê? E agora?”. Ele então disse que eu teria a oportunidade, se quisesse, de disputar uma vaga para deputada estadual. Mas eu disse que não poderia, porque já tinha um acordo com um pré-candidato a estadual.
Para mim, palavra é palavra. Você precisa manter sua palavra. Muita gente fala que na política não existe isso, mas eu penso diferente. Se você deu sua palavra, precisa ir até o final, mesmo que isso possa trazer algum prejuízo pessoal.
Foi isso que aconteceu comigo.
Por isso, hoje estou nessa pré-candidatura ao Senado. A oportunidade surgiu depois de uma conversa com o senador Irajá. Como eu não poderia ir para a disputa estadual, ele disse: “Existe essa vaga, você está filiada, está tudo certo. Por que não você? Você tem coragem?”.
No primeiro momento eu levei um susto, mas depois respondi: “Topo, topo sim”. Foi dessa forma que aconteceu.

Então a senhora decidiu aceitar esse convite por conta da desistência da vaga para deputada federal?
Sim. Porque eu já tinha um acordo com um pré-candidato a estadual. Desde o princípio, eu tinha certeza de que seria pré-candidata a deputada federal. Eu acreditei, confiei e comecei a me organizar com ele, fazendo parceria e trabalhando juntos.
Eu não poderia simplesmente chegar de uma hora para outra e dizer: “Não vou mais, agora vou ser candidata a deputada estadual”. Para mim isso ficaria muito ruim, inclusive para ele.
Eu não consigo fazer esse tipo de coisa. Eu preferia até desistir de tudo, não participar, do que prejudicar um colega.
No que a senhora acredita que a qualifica para representar o Tocantins em Brasília, no Senado?
O que mais me qualifica é a mulher que eu sou e tudo que eu já vivi.
Eu venho de uma classe humilde, sou uma pessoa que conhece a realidade de quem está na ponta. Sou uma mulher guerreira. Comecei a trabalhar com 10 anos, já fui babá, empregada doméstica, cozinheira na Praia do Funil, agente de saúde escolar, sou técnica de enfermagem e assistente social.
Eu acredito que a população precisa de pessoas que realmente conheçam suas necessidades, que saibam da realidade do povo. Eu venho desse meio e conheço de perto as dificuldades da população.
Foi isso que me motivou. Quando surgiu essa oportunidade, eu agarrei com as duas mãos.
E digo que, se for da vontade do Senhor, eu estarei lá.
Quando a senhora se colocou como pré-candidata ao Senado, Laurez disse que a segunda vaga seria do Paulo Mourão, pois já estava reservada ao PT. Como a senhora recebeu essa posição?
Eu fiquei triste, claro. Fiquei muito triste e senti até um certo desprezo.
Por quê? Veja bem. No primeiro momento, se você acompanhou essa parte, eram Irajá e Carlesse os dois candidatos ao Senado. Nesse meio-tempo também surgiu essa discussão envolvendo o PT.
E o que eu observei? Quando eram os dois nomes, Irajá e Carlesse, estava tudo bem. Não teve problema nenhum. Eu observei que o nosso presidente estadual do partido não se manifestou contrário, não demonstrou nenhum tipo de problema. Eu estava dentro do partido, fazia parte daquele processo, e não vi nenhuma dificuldade.
Depois, essa chapa também acabou sendo desfeita. O próprio Carlesse foi à imprensa e disse que, com o PT, a situação poderia atrapalhar, que não seria interessante para ele. Então foi uma decisão dele, não foi o presidente que disse que a vaga já era do PT.
O que eu comecei a pensar foi: se com dois nomes estava tudo certo, por que não poderia ter três? Eu vejo, por exemplo, a situação da professora Dorinha, que tem vários candidatos, e está tudo certo. Por que no nosso caso não pode?
Eu estou filiada, estou regularizada no partido, sou do PSD. Eu estava no grupo desde o início. O PT chegou depois, esse acordo surgiu agora. Eu não tenho culpa disso.
Eu estou lá desde o começo e fui prejudicada. Quando fui para o partido, inclusive, fui exonerada de um cargo que eu tinha na prefeitura. Não estou falando mal do prefeito, mas pelo fato de eu estar nesse projeto político eu perdi uma gratificação, perdi algumas coisas. Mesmo assim, continuei firme.
Então é por isso que eu exijo respeito. Eu vou lutar por essa vaga até o final. Vou lutar firmemente, porque eu sinto que existe algum tipo de preconceito. Não sei exatamente o que é.
Não sei se é porque eu sou uma pessoa da ponta, sou técnica de enfermagem, assistente social, não tenho um histórico político tradicional, não sou filha de político, não tenho parentesco político.
Eu sou a primeira da minha família a entrar nesse caminho, e tenho muito orgulho disso. Eu gosto de gente. Eu acredito que o político precisa amar as pessoas, precisa estar próximo da população, precisa conhecer a realidade.
Então eu sinto que existe alguma coisa por trás dessa situação, porque houve muita polêmica envolvendo o meu nome.
O presidente chegou a falar, inclusive na imprensa, que eu só seria candidata caso o senador Irajá desistisse da candidatura dele. Mas eu penso: por que não podemos ser os três? Que vença o melhor. Cada um corre atrás dos seus votos.
Eu estou aqui para somar com o partido.

A pré-campanha está chegando ao fim e, em breve, teremos as convenções. A senhora acredita que sairá candidata?
Sim. Se for da vontade de Deus, eu estou preparada para isso.
Quais serão suas principais bandeiras de campanha, caso a candidatura seja confirmada?
A minha principal bandeira são as mulheres.
Eu quero lutar fortemente por nós mulheres, porque acredito que ainda sofremos muito preconceito em todos os espaços.
Nós precisamos lutar sempre para conquistar qualquer espaço, qualquer vaga. E eu acho que não deveria ser assim. As portas deveriam estar mais abertas para nós mulheres.
Inclusive na política, eu estou vivendo isso na prática. Na teoria é muito bonito. A gente ouve que “o lugar da mulher é onde ela quiser”, que as mulheres podem ocupar qualquer espaço de poder. A mídia também chama as mulheres para participar, para entrar na política.
Mas quando você chega lá, eu percebo que muitas vezes somos vistas apenas para preencher os 30% de vagas que a legislação exige.
No começo, quando você chega ao partido, você é acolhida, recebe apoio, porque existe essa necessidade de cumprir a cota. Mas depois que passa o período em que você não pode mais sair, depois que fecha a janela partidária, a situação começa a mudar.
Você deixa de ser tratada da mesma forma que foi quando entrou no partido.
E não sou apenas eu que tenho esse sentimento. Converso com outras mulheres que estão na política e elas relatam a mesma coisa. Elas dizem: “Ivanete, depois que você assina, o negócio fica estreito”.
Então eu vejo que ainda existe muito preconceito dos homens em relação às mulheres na política. Muitas vezes somos usadas apenas para preencher vagas, mas quando você realmente se coloca para disputar um espaço de poder, principalmente uma vaga como essa que estou enfrentando, você sente isso na pele.
A senhora disse que suas principais bandeiras serão as mulheres e a saúde. Como a senhora pretende atuar nessas áreas?
Sim. As minhas duas principais bandeiras são as mulheres e a saúde.
E por que a saúde? Porque eu sou técnica de enfermagem. Tenho 20 anos de atuação na área. Trabalhei 15 anos no HGP e mais cinco anos na UPA Sul.
Então eu conheço muito de perto a realidade da saúde e vejo o sofrimento da população, principalmente das pessoas que mais precisam.
Não é fácil uma pessoa esperar seis meses, um ano, dois anos por um exame, uma tomografia. Às vezes passa mais de um ano esperando um procedimento.
E as cirurgias também. Eu falo com propriedade, por conhecimento de causa, porque acompanhei muitas situações. A pessoa tem uma cirurgia marcada, agendada, chega o momento e, por algum motivo, falta medicação, falta equipamento, e ela precisa voltar para casa. Depois começa novamente toda aquela batalha para conseguir remarcar.
Um exemplo são as cirurgias ortopédicas. A pessoa quebra um braço, por exemplo, espera tanto tempo que o problema se agrava e depois precisa passar por outro procedimento. Isso acontece em várias áreas da saúde.
Eu conheço essa realidade de perto. E a verdade é que sem saúde nós não somos nada. Eu posso ter dinheiro, posso ter tudo, mas se eu não tiver saúde, se eu precisar de uma cirurgia ou de um atendimento, nada disso importa.
Eu acredito que a população tocantinense, a população palmense e todo o Estado precisam de um cuidado especial na área da saúde. O poder público precisa rever essa situação.
Na minha opinião, hoje o maior desafio do Tocantins é a saúde, porque é uma área da qual todo mundo reclama.

Além da saúde, o que a senhora pretende defender nas áreas de educação e infraestrutura para o Tocantins?
Na infraestrutura, principalmente, eu penso nas pessoas que estão lá na ponta. Existem muitas cidades pequenas do Tocantins esquecidas, onde as pessoas sofrem até com problemas básicos, como o abastecimento de água.
Aqui mesmo em Palmas existem situações que precisam ser olhadas.
Vou citar o setor Irmã Dulce, por exemplo. Eu congrego lá, minha igreja é lá, então conheço de perto a realidade daquela comunidade.
Você precisa ver uma pessoa esperando o ônibus naquele local. Eu já passei por isso. Você sai de lá com os pés cheios de poeira, tudo amarelo. As meninas saem arrumadas para trabalhar, mas chegam com o cabelo todo duro por causa da poeira.
É uma situação que precisa de atenção urgente. É preciso asfalto, é preciso que o poder público olhe para aquela população com mais cuidado.
Eu já vi muitas promessas de asfalto para aquela região. Inclusive, quando o ministro André Fufuca esteve aqui, houve anúncio de ordem de serviço, foi dito que o asfalto estava liberado, pago. Mas eu pergunto: cadê? Como fica essa população?
E estamos falando de uma capital, Palmas.
Outro exemplo é a situação do esgoto no Bertaville. Quem passa por algumas ruas precisa até prender a respiração. É um problema que existe há anos. Eu conheço aquela região, moro próximo, minha filha já morou lá e chegou a precisar sair da casa por causa dos problemas causados pelo esgoto.
Isso interfere diretamente na saúde das pessoas. Crianças adoecem, famílias sofrem, tudo por falta de uma infraestrutura adequada.
É preciso responsabilidade com a população.
E é isso que eu quero defender: olhar para essas pessoas que estão na ponta, porque muitas dessas situações não aparecem nas regiões centrais. Elas ficam mais escondidas nos bairros afastados e acabam sendo esquecidas.
Por isso quero me colocar à disposição da população tocantinense, porque conheço de perto essa realidade.
A senhora é muito conhecida em Palmas, Miracema e também em Dois Irmãos. Como pretende conquistar o eleitor que ainda não conhece a senhora?
Quem ainda não me conhece, infelizmente eu não consigo estar presencialmente nos 139 municípios, mas agora nós vamos utilizar muito a mídia e as redes sociais para alcançar o máximo de pessoas possível.
Hoje praticamente todo mundo tem um celular, então será através da comunicação e das redes sociais que eu vou conseguir percorrer os 139 municípios e apresentar a minha história, quem é a Ivanete Lima e o que eu defendo.
Seu nome foi lançado pelo senador Irajá. Como é a sua relação com ele?
A minha relação com o senador Irajá é muito boa.
Eu conheci o senador durante essas caminhadas políticas, quando cheguei ao partido. E a palavra que eu tenho para ele é gratidão.
Ele foi a única pessoa dentro do grupo do partido que me defendeu e colocou o meu nome.
Eu fiquei até emocionada, porque eu não sou uma empresária, não sou uma pessoa de grande poder financeiro. E ele enxergou em mim um grande potencial.
Ele falou para mim: “Ivanete, você é capaz. A vaga está aí. Vamos para cima. A vaga é sua. Vou lutar por você. Você merece estar ali”.
Eu senti como se fosse um amor de irmão, uma pessoa que pegou na mão da outra e disse: “Vamos”. Tenho muita gratidão pela vida dele e acredito que essa parceria vai dar muito certo.
A senhora acredita que as divergências dentro do PSD estão superadas ou ainda existe algo para ser resolvido em relação à disputa pelo Senado, envolvendo o senador Irajá e o presidente Laurez?
Eu acho que ainda está muito embolado. Precisa ser resolvido o mais breve possível.
Nós somos um grupo e esse grupo precisa estar unido.
Eu desejo toda sorte e bênçãos ao nosso candidato ao governo e a todos os candidatos. Eu não tenho mágoa do nosso presidente. Eu fiquei triste naquele momento, senti muita tristeza, mas não tenho mágoa.
Eu continuo nesse grupo e torço pela vitória do PSD e de todos que fazem parte dele.
Para mim, a vitória dele será a minha vitória. A minha vitória também será a vitória de todos que estiverem juntos nesse projeto.
Então eu torço muito para que isso se resolva e acredito que precisa ser resolvido com urgência, para que possamos caminhar em uma campanha sólida, forte e unidos. Porque unidos a gente vence.

E como está a relação da senhora com o presidente Laurez depois dessa situação? Vocês chegaram a conversar?
Eu esperava muito que ele tivesse me ligado. Eu fiquei muito esperançosa.
Acredito que ele deveria ter conversado comigo, porque eu precisava ouvir dele o que estava acontecendo.
O que eu soube foi apenas pela imprensa, quando ele disse: “Ivanete não será candidata”. E que isso só aconteceria caso o senador Irajá desistisse.
Isso me trouxe uma grande tristeza, mas eu espero que tudo se resolva e acredito que vai dar certo.
A senhora acredita que a sua candidatura fortalece a participação feminina na política do Tocantins?
Com certeza.
Eu tenho muita fé de que isso vai crescer no coração de muitas mulheres.
Até hoje, eu não conheço outra mulher com uma trajetória igual à minha: uma pessoa que veio da ponta, que mora em um bairro mais distante, em uma região humilde, uma técnica de enfermagem, alguém sem uma família tradicionalmente política.
Muitas pessoas já chegaram para mim e disseram: “Ivanete, essa tecnicazinha? Você está doida? Você vai ser candidata ao Senado?”.
Eu achei até engraçado. Eu respondi: “Mulher, por que não?”. Se esse espaço também é para nós mulheres, nós precisamos ocupar os espaços de poder. Por que eu não posso ser candidata ao Senado? A pessoa ficou sem resposta, porque não tinha um motivo para dizer que eu não poderia estar ali.
Então eu acredito que isso fortalece. Muitas mulheres podem olhar e pensar: “Se a Ivanete está lá, eu também posso”. E é isso que eu quero: que as mulheres ocupem cada vez mais esses espaços.
A senhora terá que apresentar projetos caso seja eleita senadora. Quais seriam as principais propostas de Ivanete Lima no Senado?
A saúde toca muito o meu coração.
Eu acredito que precisamos ampliar a estrutura de atendimento, criar mais hospitais e, principalmente, mais ambulatórios.
O ambulatório pode ajudar a desafogar o Hospital Geral de Palmas (HGP), porque ali poderiam ser realizadas pequenas cirurgias e outros atendimentos.
O HGP atende praticamente todo o Estado do Tocantins e recebe também pessoas de estados vizinhos. Chega gente de todos os lugares, então precisamos pensar em uma estrutura que atenda melhor toda a população.
É preciso criar projetos, leis e condições para que essas cirurgias possam acontecer e para que as pessoas não continuem sofrendo esperando.
Não é possível uma pessoa esperar dois, três anos por uma cirurgia de hérnia, por exemplo.
Também precisamos olhar para as mães atípicas. Muitas crianças precisam de laudos e as famílias esperam seis meses, um ano para conseguir esse documento.
Então eu acredito que, como senadora, se eu realmente abraçar essa causa da saúde, o Tocantins só tem a ganhar.
Que mensagem a senhora deixa para o eleitor tocantinense que ainda está conhecendo a Ivanete Lima?
A minha principal mensagem é: o voto não tem preço.
Não venda o seu voto. Conheça o seu candidato, pesquise a história dele, veja se é ficha limpa.
O eleitor precisa escolher alguém que realmente represente a população.
