O Ministério Público do Tocantins (MPTO) exonerou, nesta quinta-feira, 1º, o assessor comissionado Guilherme Camargo Módolo, de 32 anos, que passou a ser alvo de medidas protetivas determinadas pela Justiça após a ex-companheira, de 25 anos, procurar a Polícia Civil e relatar episódios de violência durante o término do relacionamento, em Palmas. A decisão judicial impede o ex-assessor de se aproximar dela, de familiares e de testemunhas, além de proibir qualquer tipo de contato com essas pessoas.

As medidas foram determinadas pela Vara de Combate à Violência Doméstica Contra a Mulher de Palmas após o registro da ocorrência. Segundo o depoimento apresentado à polícia, Módolo teria cometido agressões verbais, humilhações e enforcamento durante uma discussão ocorrida no processo de separação. A decisão também estabeleceu que ele participe de grupos reflexivos promovidos pelo Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO).

Conforme o depoimento, o relacionamento começou em novembro do ano passado e os dois passaram a morar juntos em abril deste ano, em um imóvel no centro da capital. A separação ocorreu na noite do feriado de 7 de setembro, quando, segundo a versão apresentada à polícia, ela comunicou a intenção de encerrar definitivamente o relacionamento.

Ainda de acordo com o registro, o homem teria reagido com ofensas e a enforcado durante a discussão. O filho dele, de 5 anos, estava no imóvel no momento do episódio.

Depois da discussão, ela deixou a residência e telefonou para familiares, que foram até o local para ajudá-la a retirar os pertences. Enquanto aguardava a chegada deles, permaneceu no banheiro da residência.

Suposto descumprimento

No dia 21 de setembro, ela procurou novamente a delegacia e registrou outro boletim de ocorrência. Segundo o documento, teria recebido uma ligação do número pessoal do ex-companheiro e identificado publicações nas redes sociais que interpretou como indiretas relacionadas ao caso.

A defesa de Módolo afirmou no processo que a ligação ocorreu de forma involuntária. Segundo os advogados, ele teria acionado acidentalmente o botão de chamada enquanto procurava, no celular, imagens que seriam utilizadas em sua própria defesa. Os representantes também sustentaram que não houve envio de mensagens ou outras tentativas de contato.

O que dizem as defesas

Os advogados Zenil Drumond, Thiago Marcos Barbosa e Igor Batista Pereira, que representam a ex-companheira, afirmaram que ela procurou as autoridades em busca de proteção diante dos episódios relatados e que a Justiça acolheu os pedidos apresentados. A defesa informou ainda que os detalhes das provas permanecem sob sigilo judicial.

A advogada Thaís Gabriella Grigolo Vignaga, que representa o ex-assessor, informou que não comentará publicamente fatos, depoimentos ou provas relacionados ao processo enquanto houver sigilo. Segundo ela, as medidas protetivas têm caráter preventivo e foram concedidas a partir de uma análise inicial do pedido, sem representar uma conclusão de culpa.

*Com informações do Jornal do Tocantins