Lula diz que ataque dos EUA à Venezuela é “uma afronta gravíssima à soberania” e pede resposta da ONU
03 janeiro 2026 às 10h14

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu neste sábado, 3, uma resposta firme da comunidade internacional ao ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e afirmou que o episódio deve ser tratado no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo ele, o Brasil condena a ação militar e se mantém à disposição para atuar em favor do diálogo e da cooperação.
A manifestação ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que forças americanas realizaram um ataque de grande escala em território venezuelano e capturaram o presidente Nicolás Maduro. A declaração foi feita por Trump em uma rede social.
Em nota, Lula avaliou que a ofensiva militar representa uma grave violação do direito internacional e ultrapassa os limites aceitáveis das relações entre países. Para o presidente brasileiro, o episódio cria um precedente perigoso para a ordem internacional.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou.
Lula também alertou para os impactos globais do uso da força militar. Segundo ele, ataques dessa natureza contribuem para um ambiente de instabilidade e enfraquecem o multilateralismo. “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, declarou, acrescentando que a posição do Brasil é coerente com manifestações anteriores em situações semelhantes.
Na avaliação do presidente, a ação dos Estados Unidos remete a períodos marcados por intervenções externas na América Latina e no Caribe e ameaça o entendimento da região como uma zona de paz. “A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, disse.
Ao concluir, Lula reiterou que a comunidade internacional precisa reagir de forma vigorosa ao episódio e reforçou a disposição do Brasil em contribuir para soluções diplomáticas.
