O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta de um servidor concursado preso em Aeroporto de Palmas sob suspeita de envolvimento em crime de pedofilia. A medida foi oficializada por meio da Portaria DG nº 0077/2026, assinada pela diretora-geral da Procuradoria-Geral de Justiça, Alayla Milhomem Costa, e publicada nesta terça-feira, 24.

O servidor já era alvo de investigação que resultou em prisão preventiva autorizada pela Justiça. A detenção ocorreu quando ele desembarcava no aeroporto da capital tocantinense, após avanço das apurações conduzidas pelo próprio Ministério Público com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

De acordo com a portaria, o processo administrativo foi instaurado para apurar possíveis violações aos princípios da conduta profissional previstos na Lei Estadual nº 1.818/2007, além de indícios de “incontinência de conduta”. A comissão processante permanente do órgão foi convocada para conduzir a investigação interna.

Prazo e sigilo do processo

O documento determina a instalação imediata dos trabalhos e fixa prazo de 60 dias para conclusão do PAD, podendo ser prorrogado por igual período. Os membros da comissão também estão autorizados a requisitar documentos e realizar diligências junto a outros órgãos públicos e ao Poder Judiciário.

Assim como o inquérito criminal, o procedimento administrativo terá caráter sigiloso, conforme prevê a legislação e as normas internas do Ministério Público.

Caso segue sob investigação

A prisão do servidor ocorreu após denúncia recebida pelo MPTO indicando que ele estaria envolvido em crimes de pedofilia. Após a detenção, foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência do investigado. Ele também prestou depoimento no Gaeco, passou por exame no Instituto Médico Legal (IML) de Palmas e foi encaminhado ao presídio da capital.

Em nota enviada ao Jornal Opção Tocantins anteriormente, o Ministério Público informou que a Justiça acatou o pedido de prisão preventiva e que todas as medidas administrativas cabíveis estão sendo adotadas enquanto o caso segue sob sigilo judicial.