Número de suspeitos mortos em operação contra tráfico internacional de drogas no Tocantins chega a seis
25 fevereiro 2026 às 15h53

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O número de suspeitos mortos durante a operação policial contra um grupo investigado por tráfico internacional de drogas no sudeste do Tocantins chegou a seis. Dois homens que estavam foragidos desde o início da ação morreram em confronto com a Polícia Militar (PM) na noite de terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, durante o cerco realizado em uma área de mata entre os municípios de Paranã e São Salvador.
De acordo com a PM, os suspeitos eram procurados desde domingo, 22, quando a operação teve início após um avião ser flagrado em uma pista de pouso clandestina na região. Na ocasião, outros quatro suspeitos morreram durante confronto com equipes policiais. Segundo a corporação, nenhum policial ficou ferido.
Ainda conforme a polícia, os dois homens localizados nesta terça-feira tentaram fugir ao perceber a presença das equipes, o que resultou em troca de tiros. Com eles, foram apreendidos dois revólveres calibre 38. A perícia técnica e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para realizar os procedimentos e a remoção dos corpos.
Na madrugada desta quarta-feira, 25, os policiais também cumpriram um mandado de prisão em aberto contra um homem suspeito de envolvimento com organização criminosa. Ele foi encaminhado à autoridade policial e permanecerá à disposição da Justiça. O possível vínculo dele com os demais suspeitos ainda será investigado.
Segundo a Polícia Militar, as buscas continuam na região até que todos os envolvidos sejam identificados e responsabilizados.
Operação Entre Rios
A ação policial, denominada Operação Entre Rios, foi desencadeada após forças de segurança localizarem um grupo de sete suspeitos em uma pista clandestina no interior do estado. No local, foram apreendidos aproximadamente 500 quilos de pasta-base de cocaína transportados em uma aeronave.
A operação contou com atuação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Militar do Estado de Goiás, com apoio da PM do Tocantins. Imagens obtidas pela investigação mostram galpões com grande quantidade de galões de combustível, o que levanta a suspeita de que o espaço era utilizado como ponto de apoio para voos clandestinos de longa distância.
Durante as diligências, os policiais também encontraram estruturas escavadas no solo usadas para esconder a droga. Para flagrar o grupo, equipes da polícia goiana permaneceram cerca de dez dias infiltradas em área de mata antes da abordagem.
De acordo com a Polícia Militar do Tocantins, a investigação aponta que o grupo estaria ligado a uma organização criminosa transnacional envolvida no transporte de drogas da Bolívia para outras regiões do país.
Segundo a corporação, a rota passaria pelo Tocantins, onde aeronaves pousariam em pistas clandestinas para transferir a carga para caminhões, que seguiriam viagem em direção ao Nordeste. A apuração sobre a atuação do grupo e a identificação completa dos envolvidos segue em andamento.
