A campanha Julho Amarelo é uma ação de prevenção e combate das hepatites virais, sendo nesta terça-feira, 28, o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. Em Palmas, no primeiro semestre deste ano, a Secretaria Municipal da Saúde (Semus) registrou 24 notificações de casos da doença, sendo nove em investigação e 15 confirmados.

Conforme a Semus, entre os casos registrados neste ano, a hepatite B concentra o maior número de notificações, com 16 registros, dos quais nove foram confirmados e sete permanecem em investigação. Já a hepatite C contabiliza oito notificações, sendo seis casos confirmados e dois em investigação.

A rede municipal da saúde, por meio das Unidades de Saúde da Família (USFs), disponibiliza gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C, além do encaminhamento para acompanhamento e tratamento dos casos confirmados. A orientação é que pessoas com exposição de risco ou que nunca realizaram a testagem procurem a unidade de saúde mais próxima para receber orientação e, quando indicado, realizar o exame.

De acordo com as informações da Saúde, as hepatites virais são infecções causadas pelos vírus A, B, C, D e E, que provocam inflamação no fígado. Em muitos casos, a doença evolui de forma silenciosa, sem sinais ou sintomas aparentes, e pode resultar em complicações graves, como cirrose e câncer hepático, quando não diagnosticada e tratada precocemente.

A Secretaria ressalta que a prevenção inclui medidas simples, como manter a vacinação em dia contra as hepatites A e B, utilizar preservativos nas relações sexuais, não compartilhar objetos perfurocortantes, como lâminas de barbear, alicates de unha e seringas, além de adotar cuidados com a higiene dos alimentos e da água.

Larissa Timponi, coordenadora da área técnica de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) da Semus, disse que a maioria das hepatites virais apresenta poucos ou nenhum sintoma nas fases iniciais, o que reforça a importância da testagem.

“Muitas pessoas convivem com a doença sem saber. O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento no momento adequado, reduzindo o risco de complicações e interrompendo a cadeia de transmissão. Por isso, orientamos que a população procure uma unidade de saúde sempre que houver uma exposição de risco para realização do teste”, comentou a coordenadora.