Paralisação dos motoristas interrompe circulação de ônibus em Araguaína
13 janeiro 2026 às 08h31

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A paralisação do transporte coletivo em Araguaína, no norte do Tocantins, teve início no sábado, 10, e interrompeu o funcionamento das 14 linhas operadas no município. A suspensão do serviço ocorreu após os motoristas não receberem os salários, segundo informou a empresa concessionária responsável pela operação.
Atualmente, o sistema conta com 20 ônibus, que circulam diariamente entre 5h30 e 23h30, com intervalos médios de 27 a 30 minutos. A tarifa cobrada dos usuários é de R$ 4. Com a interrupção das atividades, milhares de passageiros foram afetados.
A Araguaína Transportes atribui a paralisação a um desequilíbrio financeiro da concessão. De acordo com o representante da empresa, Umberto Pereira, a tarifa do transporte coletivo não sofre reajuste desde 2018 e o subsídio municipal permanece congelado desde 2023. Além disso, a concessionária afirma que há valores retroativos em atraso, o que teria inviabilizado o pagamento da folha salarial.
Segundo a empresa, pedidos de revisão tarifária e de quitação dos valores referentes ao período entre setembro de 2023 e junho de 2024 foram encaminhados ao município, sem retorno. A concessionária sustenta que, enquanto a situação contratual não for regularizada, os funcionários não devem retomar as atividades.
A Prefeitura de Araguaína, por outro lado, afirmou que enfrenta dificuldades no cumprimento do contrato por parte da concessionária. Conforme a gestão municipal, há registros de reclamações de usuários e problemas relacionados à conservação dos veículos, que, segundo o município, excedem a idade máxima prevista no contrato, com parte da frota ultrapassando 15 anos de uso.
Em nota, a prefeitura informou que está em dia com os repasses financeiros à empresa, que somam R$ 351 mil mensais, e destacou que o atraso no pagamento dos salários dos trabalhadores não tem relação com o município. A administração municipal também alertou que o descumprimento de cláusulas contratuais pode resultar em sanções, incluindo a perda da concessão.
Ainda segundo a prefeitura, foram solicitados à empresa documentos como plano de renovação da frota, laudos mecânicos e de segurança dos ônibus mais antigos, além de comprovantes de regularidade fiscal e trabalhista. Até o momento, segundo o município, não houve resposta aos requerimentos.
A Araguaína Transportes reconheceu que os veículos em operação têm cerca de 15 anos e informou que os laudos técnicos e o plano de atualização da frota estão em elaboração. A empresa afirma, no entanto, que a aquisição de novos veículos depende da regularização dos valores que considera pendentes desde 2023.
Por fim, o representante da concessionária afirmou que custos como combustível, pneus, peças e salários sofreram reajustes ao longo dos últimos anos, sem a correspondente atualização dos valores repassados pelo município, o que, segundo ele, compromete a manutenção do serviço.
*Com informações do g1 Tocantins
