Nesta sexta-feira, 6, a investigação do duplo homicídio de um casal de pastores, ocorrido em junho de 2025 na zona rural de Pium, tomou um novo rumo com a deflagração dos mandados de busca e apreensão de novos suspeitos, encontrados em Palmas. A Operação Viúva Negra é conduzida pela Polícia Civil do Estado (PCTO), por meio da 57° Delegacia de Polícia de Pium e com o apoio da 5° Delegacia de Polícia de Cristalândia. 

Durante a ação, foi apreendido um aparelho celular, que será submetido à perícia técnica. No decorrer das diligências, os dois indivíduos foram identificados, localizados e ouvidos. As apurações indicam que os três alvos desta fase da operação teriam participado das negociações e do fornecimento da arma de fogo utilizada na execução do casal. Uma investigação está em aberto para verificar se os suspeitos sabiam da finalidade para a qual a arma seria adquirida.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Jeannie Daier de Andrade, todos os envolvidos nas tratativas que antecederam o crime já foram identificados. “Foram identificados, qualificados e ouvidos todos os envolvidos nas negociações antecedentes ao crime. Esses indivíduos forneceram a arma utilizada na execução do casal. Agora, com o material apreendido, entramos na etapa final de análise pericial para conclusão do inquérito”, disse.

Contexto


Dois pastores foram assassinados na zona rural de Pium, crime que gerou comoção na comunidade local. A partir de levantamentos de inteligência, oitivas e perícias, a Polícia Civil apurou que o duplo homicídio foi premeditado e motivado por questões pessoais e familiares. As diligências apontaram que a ex-nora do casal é a mandante do crime, tendo planejado a execução por não aceitar o fim do relacionamento com o filho das vítimas. Conforme apurado, ela articulou a ação criminosa e intermediou contatos para viabilizar a execução. O companheiro da investigada foi identificado como o executor direto, responsável por efetuar os disparos que resultaram na morte do casal.

Já um terceiro envolvido, preso em fase anterior da operação, prestou apoio logístico, auxiliando na fuga e no deslocamento do executor, além de colaborar com a dinâmica necessária para a prática do crime. Os três primeiros investigados foram presos durante as fases anteriores da Operação Viúva Negra e permanecem presos preventivamente, à disposição da Justiça.

Com o avanço das apurações, a PCTO identificou ainda a existência de outros colaboradores, responsáveis por fornecer acesso à arma de fogo utilizada. A quarta fase foi deflagrada para aprofundar essa linha investigativa, identificar todos os partícipes e robustecer o conjunto probatório. A Polícia Civil reforça que as investigações seguem em andamento até a conclusão do inquérito policial e o completo esclarecimento dos fatos.