Polícia investiga se disputa por contratos de licitação motivou morte de dois médicos em SP
18 janeiro 2026 às 15h32

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A Polícia Civil paulista investiga se uma disputa por contratos de licitação está relacionada à briga que terminou com a morte de dois médicos em um restaurante de luxo na Avenida Copacabana, no bairro Alphaville Plus, em Barueri, na Grande São Paulo. O caso ocorreu na noite de sexta-feira, 16.
De acordo com o delegado Andreas Schiffmann, responsável pelas investigações, o médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, apontado como autor dos disparos, e Luís Roberto Pellegrini Gomes, uma das vítimas, eram proprietários de empresas concorrentes na área de gestão hospitalar. Segundo a polícia, os dois disputavam contratos públicos.
O terceiro médico envolvido, Vinicius dos Santos Oliveira, também morto no local, trabalhava para a empresa de Luís Roberto e estava com ele no restaurante no momento do encontro.
Briga começou dentro do restaurante
Imagens de câmeras de segurança mostram Carlos Alberto chegando ao restaurante e cumprimentando as vítimas com apertos de mão. Em seguida, iniciou-se uma discussão. Em determinado momento, ele desferiu um tapa em uma das vítimas, que estava sentada. O outro médico reagiu com socos.
Outra gravação, feita no estacionamento do estabelecimento, mostra Luís Roberto e Vinicius caminhando quando Carlos Alberto aparece por trás e atira contra os dois.
Abordagem antes dos disparos
Segundo a decisão judicial que determinou a prisão preventiva do suspeito, a Guarda Civil Municipal de Barueri foi acionada antes do crime após a informação de que havia uma pessoa armada no restaurante. Os agentes realizaram uma busca pessoal em Carlos Alberto, mas nenhuma arma foi encontrada.
Na ocasião, ele apresentou marcas das agressões sofridas durante a briga e informou que deixaria o local. Pouco tempo depois, retornou armado e efetuou os disparos.
De acordo com o depoimento de uma testemunha, a arma utilizada no crime teria sido entregue a Carlos Alberto por uma mulher. O médico foi preso em flagrante e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.
